Brasil
Michelle Bolsonaro se pronuncia pela primeira vez e defende união da base
Senadora eleita pede serenidade aos apoiadores e exalta Jair Bolsonaro: ex-primeira-dama reforça liderança política e alerta contra divisões
A senadora eleita pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) se pronunciou pela primeira vez sobre o resultado das eleições presidenciais. Em publicação no Instagram nesta sexta-feira (30/10), a ex-primeira-dama defendeu a liderança do marido, Jair Bolsonaro, após a derrota do enteado Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Michelle agradeceu os votos recebidos pelo senador e chamou Jair de seu “galego” e “nosso líder”. A parlamentar eleita apontou o ex-presidente como o condutor da direita e do eleitorado conservador.
Após conversar com o marido, Michelle transmitiu um pedido de serenidade aos aliados. Segundo ela, Bolsonaro destacou que o momento exige coesão interna em vez de apontar responsáveis pelo revés nas urnas.
A senadora eleita orientou os seguidores a pensarem bem antes de qualquer atitude. Ela pediu que a base não caia em “enganações daqueles que sempre semeiam o ódio, a mentira e provocam a nossa divisão em troca de likes e engajamento”, afirmando que a Justiça pertence a Deus.
Cenário eleitoral e desdobramentos de Flávio Bolsonaro
Candidato do PL ao Planalto no segundo turno de 2026, Flávio Bolsonaro recebeu 60 milhões de votos e acabou derrotado por Lula, reeleito com 64 milhões. Quarenta e oito horas após a votação, o senador viajou rumo aos Estados Unidos.
A saída ocorreu por via terrestre na fronteira com a Argentina, cruzando a Ponte da Fraternidade entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú.
A viagem descumpriu uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado havia ordenado a entrega dos passaportes do parlamentar na segunda-feira (26/10), a pedido da Polícia Federal, em inquérito sobre lavagem de dinheiro que envolve o advogado Willer Tomaz.
No dia 28 de outubro, o senador publicou uma mensagem em que se definia como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Horas mais tarde, Flávio retificou a declaração e passou a se classificar como “líder do Brasil”.