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STF nega mandado de busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro

Corte desmente operação policial após senador embarcar para os Estados Unidos

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) comunicou, nesta quarta-feira (28), que inexiste qualquer determinação judicial de busca e apreensão contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) ou em seus imóveis.

O esclarecimento da Corte ocorreu após o portal g1 ter noticiado, com base em apuração própria divulgada mais cedo, que a residência do parlamentar em Brasília seria alvo de uma operação policial.

O que informou a Corte sobre a suposta operação?

Em posicionamento oficial, o tribunal negou a existência de ações policiais em andamento. Conforme o tribunal, “não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão”.

A movimentação ocorre logo após o ministro Alexandre de Moraes ordenar que o senador entregasse seus passaportes. Flávio Bolsonaro, que disputou a presidência da República pelo PL e discursou após ser derrotado no segundo turno de 25 de outubro de 2026, deixou o território nacional na terça-feira (27).

Para onde Flávio Bolsonaro saiu do país?

Flávio Bolsonaro fala em “momento histórico”
Flavio Bolsonaro. Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado

Acompanhado de parentes, o parlamentar embarcou para os Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28). De acordo com registros da plataforma de monitoramento FlightAware, o voo partiu da Argentina, realizou uma parada rápida no Equador e seguiu rumo à Flórida.

A decolagem aconteceu às 6h22, no horário de Brasília. O pouso da aeronave estava previsto para ocorrer por volta das 10h40 no aeroporto Opa-locka Executive, localizado na região de Miami.

Quais são as suspeitas apuradas pelo tribunal?

Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos sob análise da Corte. O primeiro, conduzido pelo ministro André Mendonça, apura possíveis irregularidades no custeio do longa-metragem “Dark Horse”, que aborda a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, com foco em repasses feitos por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

A segunda frente, sob a condução do ministro Alexandre de Moraes, averígua uma suposta prática de lavagem de dinheiro envolvendo o setor de apostas esportivas.

Após a quebra de sigilo telemático do advogado Willer Tomaz, amigo do senador, investigadores da Polícia Federal identificaram mensagens eletrônicas em que o político constava como “usuário master” de uma conta da firma Alcazar Holdings, pertencente a Tomaz. A apuração policial aponta indícios de controle de fato do advogado sobre a Rede Loto, primeira companhia a conseguir autorização da Loterj para atuar com apostas de cota fixa no Rio de Janeiro.