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Ciência

Tabaco está associado a problemas urológicos em homens, explica especialista

Mais de 70% dos casos de câncer de bexiga estão ligados ao cigarro, além de causar disfunção erétil; conheça os riscos

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Tabaco está associado a problemas urológicos em homens

O Dia Mundial sem Tabaco, instituído em 31 de maio, marcou o alerta sobre as doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. O principal problema causado pelo tabaco é o câncer de pulmão. Quem fuma aumenta em 15 vezes o risco de ter a doença. Além disso, o cigarro ainda pode provocar doenças cardiovasculares como a aterosclerose, que é o acúmulo de placas de gordura, cálcio e outras substâncias nas artérias. Com isso, pode ocorrer o entupimento das artérias e, consequentemente, maior risco de AVC.

Mas o que nem todos sabem é que a urologia (que trata de doenças do aparelho urinário como rins, ureter e bexiga, de homens e mulheres, e de enfermidades que acometem o aparelho genital masculino, como a próstata, testículos e pênis) é uma das especialidades médicas que mais lutam contra o uso do tabaco, posto que mais de 70% dos casos de câncer de bexiga estão ligados ao cigarro.

No Brasil, todos os anos, aproximadamente 10 mil casos de câncer de bexiga novos são detectados, e a morte pela doença chega a 3,5 mil casos. Segundo o Urologista e Oncologista Dr. Bruno Benigno, o uso do tabaco aumenta o risco em 7 vezes se comparado a quem não usa a substância. Os homens são mais atingidos, na proporção de 3 homens para 1 mulher que possui a doença.

Dr. Bruno Benigno, Urologista e Oncologista (Foto: Divulgação)

A exposição a derivados do petróleo, bem como pessoas que trabalham por um longo período de tempo com indústria petroquímica, tintas, solventes, também aumenta a chance de ter câncer de bexiga.

Vale ressaltar que outros problemas gerados pelo cigarro podem ser o câncer de ureter e a aterosclerose (entupimento das artérias que levam sangue ao pênis), esta que pode resultar em um quadro de impotência sexual.

Cigarros eletrônicos

O uso dos cigarros eletrônicos tem crescido muito nos últimos anos, principalmente pelo público mais jovem. Embora ainda não existam estudos científicos que comprovem a associação com o câncer de bexiga, seu consumo não deve ser estimulado devido a diversos fatores.

O primeiro é que ele acaba sendo uma porta de entrada para o jovem se sentir compelido a experimentar o cigarro de tabaco. Além disso, o próprio vapor do produto é inalado em uma temperatura que pode agredir o sistema respiratório e alvéolos pulmonares, responsáveis pela troca de oxigênio.

Segundo o Dr. Bruno Benigno, existem estudos que correlacionam ainda a mesma incidência e risco de enfisema pulmonar tanto em cigarros eletrônicos quanto em cigarros tradicionais de tabaco. “Outro ponto são os efeitos a longo prazo que ainda não são conhecidos referentes aos componentes e aromatizantes usados. Essas substâncias inaladas no longo período de tempo podem ocasionar efeitos cancerígenos que ainda não são conhecidos hoje pelos dados recentes da literatura médica”, aponta.

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