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Economia

Recebeu um Pix por engano? Cuidado com o estresse que isso pode causar

A obrigação de devolver o dinheiro e o medo de acusações podem gerar ansiedade; psicólogos explicam como lidar com a pressão e manter a saúde mental

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Mão segura smartphone com tela branca exibindo logo Pix verde e cinza e texto 'powered by Banco Central'.
A agilidade do sistema Pix, cujo logo aparece na tela de um celular, exige atenção redobrada em caso de transferências indevidas. Créditos: depositphotos.com / rafapress

A notificação de um Pix inesperado na conta bancária pode, em segundos, transformar surpresa em uma fonte de grande estresse. O que parece um erro simples aciona uma série de preocupações que vão da obrigação legal de devolver o dinheiro ao medo de ser acusado injustamente de um crime, gerando uma pressão psicológica considerável.

Embora a transação tenha sido um equívoco de outra pessoa, a responsabilidade recai sobre quem recebeu o valor. Ficar com o dinheiro configura o crime de apropriação de coisa havida por erro, previsto no artigo 169 do Código Penal, e pode levar a processos judiciais. Decisões judiciais recentes, inclusive de 2026, têm determinado não apenas a devolução do valor, mas também o pagamento de indenizações por danos morais que podem superar a quantia original transferida.

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Essa obrigação legal é o ponto de partida para a ansiedade. A pessoa se vê em um dilema: precisa agir corretamente, mas muitas vezes não sabe como. A preocupação com os próximos passos, o receio do contato do remetente e o medo de se envolver em um golpe podem afetar a rotina e a saúde mental.

A pressão por trás da devolução

O impacto emocional de receber um Pix por engano não deve ser subestimado. A pessoa pode sentir uma urgência em resolver o problema, o que gera um estado de alerta constante. Esse cenário é agravado quando o remetente entra em contato de forma ríspida ou ameaçadora, pressionando pela devolução imediata.

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Créditos: depositphotos.com / Etalbr

O medo de ser visto como desonesto ou de enfrentar consequências legais cria um ciclo de pensamentos negativos. A situação pode interferir no sono, na concentração e no bem-estar geral, transformando um erro alheio em um fardo pessoal.

Como agir com segurança e tranquilidade

Para lidar com a situação de forma calma e segura, o ideal é seguir um passo a passo prático que protege ambas as partes e alivia a tensão. Adotar uma postura proativa ajuda a retomar o controle e a evitar que o estresse domine a rotina.

  • Não use o dinheiro: o valor não lhe pertence. Usá-lo pode complicar sua situação legal.
  • Aguarde o contato: espere que a pessoa que enviou o dinheiro por engano entre em contato. Não se apresse em buscar o remetente por conta própria.
  • Utilize a ferramenta do banco: a forma mais segura de devolver é usar a função “Devolver Pix” disponível no aplicativo do seu banco. Ela desfaz a operação original.
  • Cuidado com golpes: desconfie se alguém pedir que você faça uma nova transferência para uma chave diferente. Golpistas podem se passar pelo remetente original para roubar seu dinheiro.
  • Procure o banco: se o remetente não aparecer ou se você se sentir inseguro, entre em contato com seu banco e informe sobre o recebimento indevido.
  • Conheça o MED: saiba que o remetente pode acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) junto ao banco dele. Esse recurso, no entanto, é específico para casos de fraude ou golpe, não para erros de digitação do usuário.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.