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A 57 km de Porto Alegre, uma cidade guarda praias de água doce entre o Guaíba e a Laguna dos Patos em um parque que limita a 700 o número de visitantes
Entre o Lago Guaíba e a Laguna dos Patos.
Quem pensa em praia no Rio Grande do Sul costuma imaginar o litoral oceânico, a mais de 100 km da capital. Em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o Parque Estadual de Itapuã reúne praias de água doce banhadas ao mesmo tempo pelo Guaíba e pela Laguna dos Patos, com acesso controlado para manter a natureza preservada.
Onde ficam as praias de água doce de Viamão?
No extremo sul do município, dentro de um parque de 5.566 hectares no distrito de Itapuã. Segundo o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, as praias das Pombas e da Pedreira são banhadas pelas águas do Guaíba, enquanto a Praia de Fora fica à beira da Laguna dos Patos, e o parque abriga ainda uma lagoa que serve de parada para aves migratórias.
O encontro das águas define a paisagem. O decreto estadual de 1991 que consolidou os limites do parque descreve um contorno que acompanha a margem da Laguna dos Patos até a Ponta de Itapuã, onde fica o farol, e segue pelo Guaíba incluindo praias como a Prainha, a do Araçá, a da Onça e a do Tigre.

Por que o Parque de Itapuã limita o número de visitantes?
Para proteger um dos últimos refúgios naturais da região. O parque é uma unidade de proteção integral, categoria que prioriza a conservação, e estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) registra uma capacidade de carga de 700 pessoas, ou seja, o número máximo de visitantes que a área pode receber ao mesmo tempo sem prejudicar o ambiente.
Boa parte do território fica longe dos banhistas. A Lagoa Negra ocupa cerca de um terço da área total e integra a porção mais protegida do parque, sem acesso do público em geral. O tamanho da lagoa consta de levantamento publicado na Revista Brasileira de Biociências, da UFRGS, que também registra a criação do parque em 14 de julho de 1973.
Quais ilhas fazem parte do Parque de Itapuã?
Três ilhas foram incorporadas ao parque em 1993. O Decreto Estadual nº 35.016 incluiu a Ilha das Pombas, com cerca de 4,5 hectares, a 900 metros da praia de mesmo nome, a Ilha do Junco, com 10 hectares, e a Ilha da Ponta Escura, com 19 hectares.
A última fica no ponto mais simbólico do parque: a desembocadura do Guaíba na Laguna dos Patos, a cerca de 150 metros do Farol de Itapuã. É ali que as águas do lago encontram a maior laguna do país, cenário que dá ao farol um lugar especial na paisagem do parque.
O que fazer em Viamão?
O roteiro combina praias de água doce, natureza preservada e o centro histórico da primeira capital gaúcha. Estes pontos resumem a visita.
A igreja ajuda a contar a origem da cidade. A construção começou em 1767, quando Viamão era sede do governo, e o templo é considerado o segundo mais antigo do Rio Grande do Sul, atrás apenas da Catedral de São Pedro, em Rio Grande, segundo estudo publicado pela Atitus Educação.
Qual a melhor época para visitar Viamão?
A chuva se distribui ao longo do ano, com outubro como mês mais chuvoso, somando 172 mm. O verão tem máximas de 29°C, ideal para as praias do parque, enquanto julho registra mínimas perto de 10°C.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar ao Parque de Itapuã?
O centro de Viamão fica a cerca de 25 km de Porto Alegre, e o parque está a aproximadamente 57 km da capital, seguindo pela estrada que leva ao distrito de Itapuã, como registra estudo do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).
A viagem de carro permite combinar, no mesmo dia, o centro histórico e as praias do parque.
A capital antiga que ganhou praias de água doce
Viamão reúne o passado de primeira capital gaúcha e um refúgio natural preservado a poucos quilômetros da capital. No Parque de Itapuã, o Guaíba e a Laguna dos Patos criam praias que poucos imaginam encontrar tão perto de Porto Alegre.
Você precisa conhecer Viamão e chegar cedo ao Parque de Itapuã para ver o encontro das águas a partir do farol.