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A árvore perfeita para não enjoar que muda de cor ao longo do ano e cresce bem até em varandas pequenas e pouco arejadas

Pequena no espaço e grande na mudança.

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O Acer palmatum, conhecido como bordo-japonês, é uma árvore que muda de cor ao longo das estações.

Quem mora em apartamento e sonha com um pé de árvore na varanda geralmente esbarra no mesmo problema: espaço curto e planta que vira monotonia depois de um tempo. Existe uma árvore asiática que resolve as duas queixas de uma vez só, o bordo japonês, que troca de cor a cada estação e cabe em vaso. Só que existe um detalhe importante sobre esse “pouco arejada” da promessa, que vale conhecer antes de correr para o vaso.

Que árvore é essa e por que ela chama tanta atenção?

O nome científico é Acer palmatum, mas a maioria só a conhece pelo apelido. É uma arvoreta de porte pequeno, nativa do Japão, Coreia do Sul e China, que na natureza chega a seis ou dez metros de altura. Em vasos, ela mantém um tamanho bem menor, entre um e três metros, dependendo do recipiente e da poda.

A grande virada dessa planta são as folhas em forma de mão aberta, com cinco a nove lobos, que passam por uma paleta inteira ao longo do ano. Segundo o verbete do Acer palmatum, a coloração varia do verde vivo ao amarelo e depois ao vermelho intenso antes das folhas caírem no outono, o que garante um visual novo a cada trimestre.

As cores não são aleatórias, seguem o ritmo das estações, e cada fase entrega uma cara bem diferente para a planta.

Como fica a mudança de cor ao longo do ano?

Essa é a parte que faz o vizinho parar para perguntar o que aconteceu com a varanda. As cores não são aleatórias, seguem o ritmo das estações, e cada fase entrega uma cara bem diferente para a planta. As transformações mais marcantes são:

1
Primavera As folhas novas brotam em vermelho, rosa ou verde bem claro, dependendo da variedade cultivada. É a fase mais delicada, quase translúcida ao sol.
2
Verão A cor amadurece para um verde profundo ou um vinho escuro, formando uma copa cheia que dá sombra leve na varanda.
3
Outono Aqui vem o auge, com folhas em tons de dourado, laranja e vermelho intenso, o momento em que a planta rouba a cena.
4
Inverno As folhas caem e a árvore mostra a silhueta dos galhos, um desenho fino que também tem sua beleza discreta.

Cabe mesmo em varanda pequena?

Cabe, e é aí que muita gente se anima. O bordo japonês tem crescimento lento, o que já ajuda, e responde bem à poda. Em vaso, dá para segurar o tamanho por anos sem que a planta perca a saúde. Os cuidados que fazem a diferença nesse cultivo:

  • Vaso profundo, com pelo menos 40 centímetros de profundidade
  • Substrato bem drenado, com terra vegetal, areia e matéria orgânica
  • Rega frequente no verão, sem deixar o vaso encharcado
  • Transplante para vaso maior a cada dois anos, no fim do inverno

Uma ressalva honesta sobre a promessa de “pouco arejada”: a planta gosta de ventilação. Em varandas fechadas ou muito abafadas, ela fica mais sujeita a oídio, um fungo esbranquiçado que ataca as folhas. Ela cabe em espaço pequeno, mas prefere um cantinho onde corra um pouco de ar, mesmo que seja só a brisa que entra por uma janela próxima.

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Ela dá certo no clima brasileiro?

Depende bastante da região, e vale saber isso antes de comprar a muda. O bordo japonês é uma planta de clima temperado ou subtropical, acostumada a estações bem marcadas. Isso faz diferença na hora de escolher onde colocá-la:

Região Como se comporta Recomendação
Sul do Brasil Clima subtropical Estações bem marcadas favorecem o ciclo natural da planta. Ambiente favorável
Sudeste Clima tropical de altitude Funciona bem, principalmente em cidades serranas. Vai bem com meia-sombra
Cidades muito quentes Nordeste litorâneo, Centro-Oeste Sofre com o calor forte e o sol direto do meio-dia. Só com sol da manhã e boa ventilação
Varanda fechada Sem circulação de ar Fica mais suscetível a fungos como o oídio. Buscar cantinho ventilado

Vale a pena investir num bordo japonês?

Se o clima da cidade permite e a varanda oferece um mínimo de sol da manhã, vale muito. Poucas árvores entregam esse espetáculo de quatro cenas por ano num vaso que cabe num canto. E como o crescimento é lento, o investimento inicial numa muda bem formada rende beleza por décadas, com manutenção que não pede jardineiro toda semana.

Aquele desejo do começo, de ter um pé de árvore que não vire monotonia, encontra no bordo japonês uma resposta rara. Uma planta que muda de roupa sozinha a cada estação, sem que ninguém precise fazer nada além do básico: regar direito, dar sol da manhã e deixar o ar circular. O resto ela mesma cuida.

💡 Curiosidade No Japão, as folhas do bordo, chamadas de momiji, chegam a ser usadas em um prato regional da cidade de Minoh: elas são conservadas em salmoura por um ano e depois fritas como tempura doce.