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Aos 106 anos, idosa vai para a cama às 22h30, acorda às 13h e revela como rotina com piano e chocolate amargo desafia regras sobre sono
Italiana que dorme mais de 14 horas por dia não abre mão do chocolate amargo e aposta em piano e pintura para manter a mente sempre ativa
Aos 106 anos, a italiana Gianna Pratesi chama a atenção pelo vigor e pela rotina sem limitações de saúde aparentes. Ela ganhou notoriedade nacional durante uma aparição no “Festival de Sanremo”. Na ocasião, a centenária relembrou sua participação no histórico referendo da Itália em 1946, quando votou pela primeira vez.
Em conversa com o jornal “Corriere della Sera”, a idosa revelou detalhes do seu cotidiano. Os hábitos apresentados contrariam algumas orientações tradicionais sobre descanso e estilo de vida recomendados para a terceira idade.
Rotina de sono prolongada
O descanso da italiana foge bastante dos parâmetros médicos usuais para a faixa etária. Pratesi contou que costuma se deitar por volta das 22h30 e só levanta às 13h do dia seguinte, mantendo um longo período de repouso.
Para idosos acima dos 65 anos, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos recomendam entre sete e oito horas diárias de sono. O órgão aponta que tanto dormir de menos quanto dormir em excesso têm ligação com índices mais altos de mortalidade, ainda que essa relação não comprove um vínculo direto de causa e efeito.
Alimentação e estímulos para a mente
Na cozinha, a idosa mantém um cardápio variado, sem restrições severas. A base das refeições reúne itens tradicionais do país, incluindo caldos, massas e carnes grelhadas. Ela também tem uma sobremesa favorita declarada: bombons de chocolate amargo.
As horas livres são ocupadas com tarefas manuais e intelectuais:
Piano: prática musical frequente
Pintura: atividade artística cotidiana
Noticiário esportivo: acompanhamento constante das competições
Estímulos desse tipo dialogam com diretrizes da Organização Mundial da Saúde. A instituição aponta benefícios claros em manter o corpo e a mente em atividade durante o envelhecimento, medida que ajuda a preservar a cognição e afasta riscos de diversas enfermidades.