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Com recifes, peixes coloridos e águas transparentes: as piscinas naturais são tão procuradas que só perdem para a capital em número de visitantes no estado, mesmo que só 720 pessoas possam entrar por dia
Quase todo paraíso natural enfrenta o mesmo dilema: quanto mais famoso, mais gente quer conhecê-lo. Em Maragogi, no litoral norte de Alagoas, a resposta veio em forma de regra: as piscinas naturais das Galés têm um limite diário de visitantes, definido para que os corais continuem ali para as próximas gerações.
Quantas pessoas podem visitar as Galés de Maragogi por dia?
No máximo 720 pessoas. O número foi estabelecido pela Instrução Normativa nº 8/2009 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que organizou o turismo nas piscinas naturais dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais. O mesmo texto registra que as piscinas de Maragogi eram, na época, o segundo destino turístico de Alagoas em número de visitantes, atrás apenas de Maceió.
A visitação nas Galés acontece de forma consolidada desde 1997, quando a APA foi criada. As piscinas se formam sobre uma barreira de recifes que fica exposta na maré baixa, e é justamente a fragilidade dos corais que explica o controle: cada passo e cada âncora fora do lugar podem danificar estruturas que levam décadas para crescer.

Quais são as piscinas naturais de Maragogi?
São três áreas de visitação, cada uma com seu próprio limite. A Instrução Normativa nº 14/2010 criou zonas de uso público, ancoragem e mergulho também em Barra Grande e Taocas, e o Plano de Manejo da APA, em vigor desde 2013, consolidou os números.
Somadas, as três áreas comportam cerca de 1.570 visitantes por dia. É um número pequeno para um destino tão conhecido, e o controle ajuda a evitar que as piscinas fiquem lotadas mesmo na alta temporada.
Quais regras os visitantes precisam seguir?
As regras existem para proteger os recifes. As instruções do ICMBio determinam que apenas embarcações autorizadas façam o passeio, sempre dentro da área delimitada por boias, e que elas fiquem presas em poitas, pontos fixos de amarração que evitam que as âncoras sejam lançadas sobre os corais.
Dentro das piscinas, a norma de 2010 proíbe o uso de aparelhos de som. A instrução de 2009 também veta atividades que retirem recursos naturais, como pesca e coleta de organismos. Na prática, o turista entra para observar e sai deixando tudo como encontrou.
O que fazer em Maragogi além das piscinas?
A costa da cidade reúne praias tranquilas, ótimas para os dias em que a maré não favorece os passeios de barco.
- Praia de Barra Grande: ponto de saída para as piscinas e famosa pelo banco de areia que surge na maré baixa.
- Praia de Peroba: no limite norte do município, tranquila e cercada por coqueirais.
- Praia do Xaréu: faixa de areia larga, boa para longas caminhadas.
- Orla do centro: bares, restaurantes e feira de artesanato, além dos pontos de saída dos passeios.
Qual a melhor época para visitar Maragogi?
A temperatura fica entre 22°C e 29°C o ano inteiro, mas a chuva muda bastante. A estação chuvosa vai de abril a agosto, com pico de 171 mm em junho, enquanto novembro e dezembro são os meses mais secos, com 41 mm e 45 mm.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Maragogi?
A cidade fica no litoral norte de Alagoas, a cerca de 130 km de Maceió, perto da divisa com Pernambuco. O acesso é feito pela BR-101 e por rodovias estaduais até a costa, o que também permite chegar a partir de Recife.
Os passeios às Galés saem de pontos da orla e são feitos apenas por operadores autorizados. Ao contratar, vale confirmar se a empresa tem cadastro no ICMBio e se o horário coincide com a maré baixa.
O paraíso que aprendeu a dizer quanto cabe
Maragogi mostra que limitar a visitação pode ser a melhor forma de garantir que um lugar continue bonito. As regras do ICMBio transformam o passeio às piscinas em uma experiência mais calma e ajudam a manter vivos os recifes que dão fama à cidade.
Você precisa conhecer Maragogi e reservar com antecedência seu lugar nas Galés para ver de perto a água cristalina sobre os corais.