Entretenimento
Especialistas revelam quantas xícaras de café podem ser tomadas por dia sem aumentar o risco para o coração
A quantidade de café consumida por dia pode fazer diferença para a saúde do coração
Tomar café todos os dias faz parte da rotina de milhões de pessoas, mas a dúvida continua aparecendo: quantas xícaras são demais para o coração? Segundo especialistas citados pela American Heart Association, a maioria dos adultos saudáveis pode consumir até 400 mg de cafeína por dia, o equivalente aproximado a até 5 xícaras de café de 240 ml, sem aumento do risco cardiovascular. A recomendação, porém, não vale do mesmo jeito para todo mundo.
Quantas xícaras de café por dia são consideradas seguras?
A referência mais citada é o limite de até 400 mg de cafeína por dia para adultos saudáveis. Em termos práticos, isso costuma ser traduzido como até 4 ou 5 xícaras de café, dependendo do tamanho da xícara, do tipo de preparo e da concentração da bebida.
O detalhe é que “xícara” não é uma medida universal. Um cafezinho pequeno tem muito menos volume do que uma caneca grande. Por isso, o número de xícaras pode enganar. O mais importante é considerar a quantidade total de cafeína consumida ao longo do dia, incluindo café, chá, refrigerantes, energéticos, chocolate e suplementos.
Por que o café pode não ser vilão do coração?
O café contém compostos bioativos, como polifenóis, que podem participar de efeitos antioxidantes e metabólicos. Revisões científicas recentes associam o consumo moderado de café, principalmente sem açúcar e sem cremes, a menor risco de algumas doenças cardiovasculares em certos grupos de adultos.
Veja abaixo os pontos mais importantes dessa avaliação:
- O consumo moderado não aumenta o risco cardíaco na maioria dos adultos saudáveis.
- O limite citado costuma ficar em torno de 400 mg de cafeína por dia.
- Os possíveis benefícios aparecem mais no café sem açúcar e sem excesso de gordura.
- A resposta individual à cafeína pode variar bastante.
- Quem tem doença cardíaca, arritmia ou pressão descontrolada deve seguir orientação médica.

O que pode transformar o café em problema?
O risco nem sempre está no café puro, mas no conjunto. Açúcar em excesso, xaropes, chantilly, cremes, leite condensado e acompanhamentos calóricos podem transformar uma bebida simples em uma bomba de calorias. Nesse caso, o hábito deixa de ser apenas café e passa a pesar na alimentação como um todo.
Outro ponto é a quantidade. Passar do limite com frequência pode causar palpitações, tremores, irritabilidade, ansiedade, refluxo, dor de cabeça e insônia em pessoas sensíveis. Em quem já tem predisposição, a cafeína também pode piorar sintomas específicos, especialmente quando consumida no fim do dia ou em doses concentradas.
Todo tipo de café tem o mesmo efeito?
Não. O método de preparo muda a bebida. Cafés filtrados em papel tendem a reter parte de compostos presentes nos óleos do café, enquanto métodos sem filtro de papel, como prensa francesa, café turco ou café fervido, podem manter substâncias associadas ao aumento do colesterol LDL em algumas situações.
Antes de aumentar o consumo, vale observar estes detalhes:
- Café coado sem açúcar costuma ser a opção mais simples para o dia a dia.
- Canecas grandes podem equivaler a mais de uma xícara comum.
- Espresso é menor em volume, mas concentrado.
- Bebidas de cafeteria podem ter açúcar, caldas e gordura adicionada.
- Energéticos não devem ser tratados como substitutos seguros do café.

Quem deve ter mais cuidado com a cafeína?
A recomendação de até 400 mg por dia não deve ser aplicada automaticamente a todos. Gestantes, pessoas com ansiedade intensa, insônia, arritmias, hipertensão não controlada, refluxo importante ou uso de certos medicamentos podem precisar reduzir a quantidade ou conversar com um profissional de saúde.
Também é importante observar o próprio corpo. Se uma pessoa toma duas xícaras e sente taquicardia, tremor ou dificuldade para dormir, talvez o limite pessoal dela seja menor do que o valor considerado seguro para a média dos adultos.
O melhor limite é aquele que combina segurança e rotina
Para a maioria dos adultos saudáveis, o café pode fazer parte de uma alimentação equilibrada sem representar ameaça ao coração, desde que o consumo fique dentro de uma faixa moderada e não venha acompanhado de excesso de açúcar, cremes e bebidas energéticas.
A conta mais prudente é simples: não olhar apenas para o número de xícaras, mas para o total de cafeína, o horário, o tipo de preparo e a reação do corpo. Se o café ajuda no foco e no prazer da rotina sem atrapalhar sono, pressão, ansiedade ou palpitações, ele tende a ser bem tolerado. Se os sintomas aparecem, o corpo já pode estar mostrando que aquela quantidade passou do ponto.