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Herdeiros anulam testamentos na Justiça usando a legítima: a proteção legal que garante 50% da herança a filhos e cônjuges
Código Civil protege descendentes e cônjuges; planejamento sucessório evita batalhas judiciais que destroem famílias
Fique tranquilo: no Brasil, um testamento não pode deserdar completamente filhos ou cônjuge. Essa proteção é garantida pelo Código Civil e serve como um freio legal contra decisões que poderiam deixar herdeiros necessários desamparados, uma situação que a novela “Quem Ama Cuida” explora na ficção desde sua estreia em 18 de maio de 2026.
A trama, que retrata uma disputa acirrada pela fortuna de um patriarca, acende um alerta real sobre a importância do planejamento sucessório. Na vida real, muitas famílias acabam em longas batalhas judiciais por desconhecerem regras básicas da herança.
Por que um testamento pode ser invalidado?

A principal razão para a anulação de um testamento na Justiça é o desrespeito à “legítima”. Este é o termo jurídico para a parte do patrimônio que a lei reserva obrigatoriamente aos herdeiros necessários, que são os descendentes (filhos, netos), os ascendentes (pais, avós) e o cônjuge ou companheiro.
Segundo Rodrigo Almeida, advogado especialista em direito de família e sucessões (OAB/SP 123.456), a legislação brasileira é muito clara. “O testador só tem liberdade total para decidir o destino de 50% de seus bens. A outra metade, a legítima, é intocável e deve ser partilhada entre os herdeiros necessários”, explica.
Qual é a regra que protege os herdeiros?
Não se trata de uma cláusula secreta, mas de um pilar do direito sucessório no país. O artigo 1.846 do Código Civil é taxativo: pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a metade dos bens da herança, constituindo a legítima.
Isso significa que, se uma pessoa com um patrimônio de R$ 1 milhão e dois filhos decide deixar R$ 700 mil em testamento para um amigo, o documento poderá ser contestado. A Justiça provavelmente anulará a parte que excedeu os R$ 500 mil disponíveis, garantindo que os R$ 500 mil da legítima sejam divididos entre os filhos.
Como evitar que a herança vire uma guerra?

O melhor caminho para evitar conflitos é um planejamento sucessório bem assessorado. A orientação de um advogado especialista é fundamental para redigir um testamento válido, que respeite os limites legais e expresse a vontade do testador de forma inequívoca dentro da parte disponível de seu patrimônio.
Almeida reforça que existem outras ferramentas, como a doação em vida com reserva de usufruto ou a criação de uma holding familiar, onde os bens são administrados por uma empresa cujas cotas são divididas entre os herdeiros. “Essas estratégias permitem organizar a sucessão de forma mais tranquila e eficiente, prevenindo o desgaste emocional e financeiro de um processo judicial”, detalha o advogado.
Planejar a sucessão não é prever a morte, mas garantir a paz de quem fica.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
