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Orelhão de sete metros e rochas de 280 milhões de anos, essa é uma das cidades mais fotografadas do interior paulista
Com um orelhão gigante de sete metros e rochas de 280 milhões de anos.
A 101 km da capital, Itu transformou uma piada de TV em identidade turística e cresceu ao lado dela um centro histórico de mais de 400 anos. A cidade do interior combina objetos gigantes na praça central, um sobrado onde nasceu o movimento republicano e paredões geológicos que registram uma era glacial.
De vila colonial a Berço da República
Fundada em 1610, Itu teve o nome tirado do tupi Ytu-Guaçu, que significa cachoeira grande, em referência às corredeiras do rio Tietê que atravessam o município. No século XIX, a cidade concentrou a elite cafeeira paulista e virou um dos centros econômicos mais influentes da província.
Foi ali, em 1873, que ocorreu a Convenção de Itu, considerada o marco inicial do movimento republicano no Brasil e responsável pelo título de Berço da República. Em 1979, o município se tornou a terceira Estância Turística do estado de São Paulo.

Como Itu virou a Cidade dos Exageros?
O apelido nasceu na TV. Nos anos 1960, o humorista ituano Francisco Flaviano de Almeida, o Simplício, interpretava um caipira que contava vantagens sobre o tamanho descomunal das coisas em sua terra natal. A brincadeira viralizou antes da internet existir.
A cidade abraçou a piada e espalhou monumentos gigantes pelas praças centrais. O orelhão de sete metros na Praça Padre Miguel virou parada obrigatória para foto, ao lado de semáforo, caneta e xadrez também em escala ampliada.
O que fazer em Itu além dos exageros?
O centro histórico é compacto e caminhável. Fora dele, o roteiro se abre para geologia, arte contemporânea e uma antiga ferrovia recuperada.
- Praça dos Exageros: parque temático com bonecos gigantes, formigas enormes e o boneco do personagem Simplício.
- Museu Republicano Convenção de Itu: sobrado onde ocorreu a reunião de 1873, hoje mantido pelo Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), com entrada gratuita.
- Parque Geológico do Varvito: antiga pedreira com paredões sedimentares de cerca de 280 milhões de anos, formados por geleiras.
- Igreja Matriz de Nossa Senhora da Candelária: inaugurada em 1780, reúne um dos acervos barrocos e rococós mais expressivos do estado.
- FAMA Museu: ocupa 25 mil metros quadrados de uma antiga fábrica têxtil de 1911 e reúne cerca de 2 mil obras de arte moderna e contemporânea.
- Trem Republicano: percorre sete km entre Itu e Salto em cerca de 40 minutos, com guias que contam a história da Convenção. Foi inaugurado em dezembro de 2020.
Filé à parmegiana e mesa caipira
A gastronomia local mistura raízes caipiras, alemãs, italianas e portuguesas. O prato-símbolo, porém, é um só: o filé à parmegiana, servido em porções generosas por restaurantes tradicionais espalhados pelo centro.
- Filé à parmegiana: prato-assinatura da cidade, disputado entre as casas mais antigas.
- Virado à paulista: feijão, arroz, couve, torresmo, linguiça e ovo, herança do tempo dos tropeiros.
- Doces de tacho: figada, abóbora e leite fecham as refeições nas fazendas históricas.

Como é o clima de Itu durante o ano?
A altitude de 583 metros suaviza o calor típico do interior paulista. O inverno seco é o período mais recomendado para caminhar pelo centro histórico e visitar o Varvito.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Itu
De São Paulo, são 101 km pela Rodovia Castello Branco (SP-280) ou pela Bandeirantes (SP-348), cerca de uma hora e quinze minutos de carro. De Campinas, a distância cai para 47 km. O Aeroporto Internacional de Viracopos fica a menos de 50 km e o de Guarulhos, a 110 km. Linhas de ônibus intermunicipais saem do Terminal Rodoviário Barra Funda.
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A cidade onde tudo é maior
Itu junta em um só endereço um museu que mudou o regime político brasileiro, paredões que registram uma era glacial e uma praça central onde tudo parece dois tamanhos acima do normal. Poucos destinos oferecem essa mistura de humor, história e geologia a menos de duas horas da capital.
Você precisa passar um fim de semana em Itu e conferir de perto por que a cidade mais exagerada do país continua atraindo curiosos de todo o Brasil.