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Reprisada inúmeras vezes, A Escrava Isaura ainda garante a vice-liderança para a Record
Versão remasterizada celebra os 150 anos do romance homônimo de Bernardo Guimarães
Atualmente, a Record tem apostado em novelas turcas, além das já conhecidas tramas bíblicas para o horário nobre, mas o que tem segurado mesmo a audiência da emissora é uma velha conhecida, A Escrava Isaura.
Exibida originalmente em 2004 e reprisada inúmeras vezes, novela entrou em sua reta final na faixa vespertina com ótimo desempenho, segurando a vice-liderança para a Record no confronto com o SBT.
Para marcar os 150 anos do romance homônimo de Bernardo Guimarães (1825-1884), a emissora decidiu resgatar sua novela curinga em versão remasterizada, com som e imagem aprimorados por inteligência artificial.
A estratégia funcionou: a trama tem garantido o segundo lugar e, embora não ameace a liderança da Globo, mantém SBT e Band à distância — um feito para uma produção de 22 anos atrás.
Só na Record, esta é a sexta exibição de A Escrava Isaura; além disso, a novela já passou pela TV Brasil, Rede Família e até pelo extinto canal Fox Life.
Mais surpreendente ainda é o crescimento da audiência na reta final. Dados divulgados pelo Notícias da TV mostram que a novela protagonizada por Bianca Rinaldi registrou média de 4,5 pontos na Grande São Paulo entre 9 de fevereiro e 6 de março, subindo para 4,8 entre 9 de março e 3 de abril — uma alta de 6%. O share também avançou de 11,5% para 12,3%, crescimento de 0,7%.
Em tempos de queda nos índices da TV aberta, qualquer acréscimo é significativo. No dia 30 de março, a novela bateu recorde com 5,4 pontos e, entre 6 e 10 de abril, superou pela primeira vez os 5,0 pontos na média semanal desta reprise. O último capítulo está previsto para 23 de abril, e a tendência é de que os números cresçam ainda mais.
O desempenho chama atenção porque a trama vai ao ar entre Balanço Geral e Cidade Alerta, programas policiais sem relação com o melodrama clássico de Isaura, que aposta em mocinha romântica, galã heroico e vilão cruel. Nem a troca de público atrapalha.
Um dos atrativos da reta final é o mistério sobre quem mata Leôncio (Leopoldo Pacheco). A Record gravou finais diferentes e, a cada reprise, exibe uma versão distinta para surpreender. Na exibição original, encerrada em 2005, o culpado foi o capataz Chico (Jonas Mello). Em outras reprises, Malvina (Maria Ribeiro), Rosa (Patrícia França) e Belchior (Ewerton de Castro) já assumiram o papel de assassinos. Resta saber quem será o escolhido para a versão remasterizada.
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