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Segundo a psicologia, pessoas que relaxam preparando sobremesas frescas ou receitas detalhistas após um dia longo podem estar utilizando o controle sensorial para combater o estresse crônico
O motivo psicológico por trás de quem prefere cozinhar uma sobremesa complicada a relaxar no sofá
Depois de um dia inteiro de reuniões, trânsito e decisões, algumas pessoas relaxam no sofá. Outras vão direto para a cozinha preparar uma sobremesa complicada, com etapas precisas e ingredientes que exigem atenção total. Segundo psicólogos que estudam comportamento e bem-estar, essa segunda reação não é sobre fome, é sobre controle.
Por que cozinhar algo detalhista ajuda a relaxar depois de um dia estressante?
Receitas que exigem atenção aos detalhes, como sobremesas com etapas de temperatura, tempo e textura, obrigam o cérebro a se concentrar no presente. Cortar, misturar, provar e ajustar são ações que dependem de coordenação motora e consciência sensorial ativa.
Esse tipo de atividade ativa o córtex motor e sensorial, ao mesmo tempo em que reduz a atividade do córtex pré-frontal, região associada a preocupações com o futuro e reflexões sobre o passado. Na prática, a mente fica ocupada demais com a receita para continuar remoendo os problemas do dia.

O que a pesquisa científica mostra sobre cozinhar e saúde mental?
Uma revisão sistemática publicada no PubMed Central, arquivo mantido pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, analisou estudos sobre intervenções culinárias e encontrou influência positiva em socialização, autoestima, qualidade de vida e estado emocional dos participantes.
A revisão aponta que atividades culinárias funcionam como uma forma acessível de promover bem-estar psicológico, especialmente quando envolvem etapas que exigem atenção plena ao processo, característica presente justamente nas receitas mais elaboradas e nas sobremesas que exigem mais cuidado técnico.
Antes de seguir para o próximo ponto, vale destacar que essa mesma lógica de atenção plena está por trás de outras receitas simples que ganharam popularidade recente por unir praticidade e efeito relaxante:
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Quais elementos de uma receita potencializam esse efeito relaxante?
Alguns fatores tornam uma receita mais eficaz como ferramenta de relaxamento do que outras:
- Etapas sequenciais que exigem atenção total a cada passo, sem espaço para pensar em outra coisa.
- Uso de vários sentidos ao mesmo tempo: visão, olfato, tato e paladar trabalhando juntos.
- Resultado visível e imediato, que gera sensação concreta de realização ao final do processo.
- Nível de dificuldade proporcional à experiência de quem cozinha, nem fácil demais, nem frustrante.
Receitas simples demais não exigem atenção suficiente para afastar a mente das preocupações do dia, enquanto receitas complexas demais correm o risco de gerar mais estresse do que alívio, especialmente para quem já chega cansado à cozinha.

Vale a pena adotar essa prática como rotina para lidar com o estresse?
Vale, principalmente para quem já sente que métodos passivos de relaxamento, como assistir televisão, não produzem o mesmo efeito de desconexão mental. A diferença está justamente na participação ativa: cozinhar exige presença, enquanto atividades passivas permitem que a mente continue divagando sobre problemas não resolvidos.
Não é preciso reservar horas na cozinha todos os dias. Uma receita detalhista, uma ou duas vezes por semana, já é suficiente para experimentar esse efeito de controle sensorial funcionando a favor do bem-estar emocional.
Para quem quer testar essa teoria na prática, uma sobremesa rápida, mas com etapas que exigem atenção, é um bom ponto de partida, como mostra a receita na matéria abaixo.
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