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Entre pressão e expectativa: Sabalenka busca resposta em Wimbledon

Número 1 tenta virar a chave após quedas frustrantes e desafios emocionais

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A número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, chega a Wimbledon cercada por dúvidas após mais uma eliminação frustrante em Grand Slam. A belarussa tenta virar a chave no torneio mais tradicional do circuito em meio a questionamentos sobre sua capacidade de lidar com a pressão nos momentos decisivos.

A queda recente em Roland Garros voltou a expor essa fragilidade. Sabalenka esteve a apenas dois pontos de alcançar as semifinais, mas acabou sofrendo a virada diante da russa Diana Shnaider. Após a derrota, a tenista revelou ter enfrentado um período emocional difícil, descrevendo o momento como um “buraco profundo e sombrio”.

O episódio reacendeu o debate sobre sua saúde mental, tema que já havia surgido anteriormente na carreira. Em 2022, Sabalenka encerrou o trabalho com uma psicóloga, mas decidiu retomar o acompanhamento recentemente.

“Eu liguei para minha psicóloga. Senti que precisava conversar sobre tudo o que tenho vivido nos últimos anos. Foi muito útil. Mudei muitas coisas e estou tentando abordagens novas”, afirmou em entrevista ao site especializado Bounces.

Foto: X

Desafio mental na grama
Wimbledon surge como uma oportunidade de recomeço, mas também como mais um teste psicológico. A superfície de grama favorece o estilo agressivo de Sabalenka, baseado em potência e pressão constante, mas exige respostas rápidas em momentos críticos — justamente onde ela tem encontrado dificuldades recentes.

Para especialistas, a intensidade emocional da tenista pode ser uma arma de dois gumes. Segundo o treinador Gustavo Granitto, credenciado pela Federação Internacional de Tênis (ITF), a ambição e a forma intensa como Sabalenka vive as partidas podem impactar suas decisões sob pressão.

“Ela é extremamente competitiva. Essa intensidade a levou ao topo, mas também pode atrapalhar seu foco em momentos importantes”, analisou.

O ex-tenista e psicólogo esportivo Jeff Greenwald reforça essa visão, apontando que o controle emocional se torna ainda mais decisivo no mais alto nível.

“Quando os erros começam a aparecer, pode ser difícil retomar o controle. Esse é o grande desafio”, explicou.

Favorita, mas sob desconfiança
Apesar do status de favorita, os recentes resultados acenderam um alerta. Tanto em Roland Garros quanto no torneio de Berlim, Sabalenka perdeu o set decisivo por 6/0, cenário que ampliou os questionamentos sobre sua reação em momentos adversos.

A ex-número 4 do mundo Mary Joe Fernandez admitiu preocupação com a líder do ranking, embora reconheça seu potencial.

“O jogo dela funciona em qualquer superfície e deve funcionar bem na grama. Mas o que aconteceu em Paris mostra que ela ainda sente a pressão. Vamos ver como ela reage”, afirmou.

Mesmo com as incertezas, Sabalenka segue como uma das principais candidatas ao título em Wimbledon. O desafio agora é transformar a intensidade em equilíbrio e provar que pode superar não apenas as adversárias, mas também os próprios limites emocionais.

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