Esportes
“Nazaré Brasileira” pode registrar nova maior onda já surfada no país
Lucas Chumbo retorna à Laje da Jagua em busca de superar a marca histórica de 14,82 metros registrada em 2025
A Laje da Jagua, conhecida nacionalmente como a “Nazaré Brasileira”, pode voltar a entrar para a história do surfe nesta terça-feira. Isso porque a expectativa é de que o local receba uma ondulação histórica capaz de gerar ondas ainda maiores do que os 14,82 metros surfados por Lucas Chumbo em 2025, atual recorde brasileiro.
Além disso, a chegada de um forte ciclone extratropical aumentou consideravelmente a força do mar no litoral de Jaguaruna. Por isso, surfistas especializados em ondas gigantes viajaram para a região em busca de um novo marco histórico no esporte.
Lucas Chumbo volta ao mar em busca de novo recorde

Dono da maior onda já surfada no Brasil, Lucas Chumbo já entrou no mar nesta segunda-feira para avaliar as condições da Laje da Jagua. Mesmo assim, o surfista acredita que o melhor cenário ainda está por vir.
— Estamos nessa missão, torcendo para dar tudo certo. Peguei uma onda bem grande, e foi tão grande que ninguém conseguiu ver — brincou o atleta.
Enquanto isso, outros surfistas também acompanham atentamente a movimentação do mar. Afinal, a previsão indica que o auge do swell acontecerá justamente nesta terça-feira.
Swell histórico anima especialistas
Segundo Thiago Jacaré, coordenador de surf em ondas grandes da CBSurf, o swell atual pode ser o maior registrado no país neste ano.
— Swell histórico aqui para o Brasil, provavelmente o maior do ano. O mar está bem perigoso, gigantesco, fazia tempo que a gente não via ele tão grande na costa assim — afirmou Thiago Jacaré.
Além de impressionar pelo tamanho, o mar também exige atenção redobrada dos atletas por causa das condições extremas. Ainda assim, os surfistas consideram o momento ideal para tentar novas marcas.
Formação da Laje favorece ondas gigantes
A fama da Laje da Jagua cresceu nos últimos anos justamente pela capacidade de produzir ondas gigantes. A formação rochosa submarina, descoberta por surfistas em 2003, possui cerca de dois quilômetros de extensão.
Por causa dessa característica geográfica, as ondas aumentam significativamente de tamanho quando se aproximam da costa. Dessa forma, o fenômeno se torna semelhante ao observado em Nazaré, referência mundial do surfe de ondas grandes.
Segundo o oceanógrafo Argeu Vanz, da Epagri/Ciram, os ciclones extratropicais intensificam ainda mais esse processo natural.
Recorde colocou o Brasil no mapa das ondas gigantes

Em julho de 2025, Lucas Chumbo entrou definitivamente para a história ao surfar uma onda de 14,82 metros na Laje da Jagua. Na ocasião, o mar também estava sob influência de um ciclone extratropical.
Desde então, o local passou a ganhar ainda mais destaque internacional. Consequentemente, surfistas de diferentes partes do país começaram a enxergar a praia catarinense como um dos principais pontos de ondas gigantes da América do Sul.
Além disso, o apelido de “Nazaré Brasileira” fortaleceu a comparação com o famoso pico português.
Expectativa aumenta para novo marco histórico
Agora, a expectativa gira em torno da possibilidade de um novo recorde nacional. Embora as condições do mar sejam perigosas, os atletas acreditam que a terça-feira pode proporcionar ondas históricas.
Por isso, equipes de apoio, pilotos de jet ski e especialistas acompanham de perto cada mudança no mar. Afinal, qualquer detalhe pode fazer diferença em uma tentativa de recorde.