Esportes
Ronaldinho Gaúcho volta à Itália para ser jogador e dono de clube; entenda
Astro brasileiro será acionista do Ravenna, da Série C, e participará de jogos festivos; entenda o projeto para reerguer o time centenário
Aos 46 anos, Ronaldinho Gaúcho desembarcou na Itália para ser apresentado como jogador do Ravenna, clube da Série C. A chegada do astro faz parte de um acordo para que ele se torne também acionista e investidor da equipe.
O projeto visa fortalecer a marca do Ravenna e atrair novos aportes financeiros. Além da atuação nos bastidores, o brasileiro deve participar de partidas festivas e ações globais de marketing, ampliando a visibilidade do clube dentro e fora do país.
“Mal posso esperar para voltar a dançar com a bola e escrever uma nova história junto com Ignazio (presidente do Ravenna) e toda a família Cipriani”, celebrou Ronaldinho. “O futebol sempre foi uma fonte de alegria para mim, quero levar o mesmo espírito para o Ravenna”.
A parceria será oficializada na próxima terça-feira (23) durante um evento de gala em Miami, nos Estados Unidos. A cerimônia marcará o início formal da nova etapa do astro no futebol italiano.
Ravenna busca reerguer time centenário
Fundado em 1913, o Ravenna tem sede na cidade de mesmo nome, na região da Emília-Romanha. O clube de cores vermelho e amarelo manda seus jogos no Estádio Bruno Benelli e, apesar de nunca ter chegado à elite, teve momentos de destaque.
O melhor período da equipe foi na década de 1990. Em 1993, o time conquistou o acesso à Serie B pela primeira vez e, posteriormente, disputou a segunda divisão italiana por sete temporadas. A última participação aconteceu em 2007/08.
Desde então, problemas financeiros e administrativos afastaram o Ravenna das principais divisões do país. Nos últimos anos, porém, o clube iniciou um processo de reconstrução e conseguiu voltar a disputar a Série C.
A diretoria agora busca recuperar espaço e alcançar novamente a Série B. A chegada de Ronaldinho Gaúcho, campeão mundial em 2002 e Bola de Ouro em 2005, faz parte dessa estratégia. Ídolo do Barcelona e do Milan, o ex-meia não joga uma partida oficial desde 2015, quando encerrou sua passagem pelo Fluminense.