Botafogo
Tiquinho Soares vive jejum no Mirassol e irrita torcida
Atacante soma oito jogos sem marcar, perde gols claros e já é alvo de vaias no Brasileirão
Tiquinho Soares vive jejum no Mirassol e a pressão sobre o atacante só aumenta a cada rodada. Contratado por empréstimo junto ao Santos, o camisa 29 ainda não balançou as redes após oito partidas e já começa a lidar com a insatisfação da torcida, que esperava impacto imediato do experiente centroavante.
Desde sua chegada, no fim de fevereiro, Tiquinho alternou entre titularidade e banco de reservas. No entanto, apesar das oportunidades, o atacante não conseguiu converter as chances criadas. Curiosamente, nas únicas vitórias do Mirassol no período, ele sequer entrou em campo, o que aumenta ainda mais o questionamento sobre sua fase.
Chances perdidas aumentam pressão
Além disso, o jejum não se resume apenas à falta de gols. Em partidas recentes, Tiquinho acumulou oportunidades desperdiçadas que poderiam mudar sua trajetória no clube. Contra o São Paulo, por exemplo, o atacante perdeu um gol praticamente feito nos minutos finais, mesmo sem goleiro, o que gerou forte repercussão negativa.
Anteriormente, diante do Botafogo, ele chegou a balançar as redes, mas o lance foi anulado por falta no início da jogada. Ainda assim, o episódio simboliza o momento do jogador: quando a bola entra, algo impede a validação. Assim, a confiança segue em baixa.
Vaias e decisões da comissão técnica
Com o desempenho abaixo do esperado, a torcida passou a manifestar insatisfação. As vaias surgiram após substituições e refletem a mudança de clima desde a recepção calorosa no aeroporto. Agora, o ambiente é de cobrança constante.
Por outro lado, a comissão técnica também já tomou decisões importantes. O técnico Rafael Guanaes deixou o atacante fora até de jogos relevantes, como na estreia da Libertadores, evidenciando que o momento pesa nas escolhas. Em outras ocasiões, Tiquinho permaneceu no banco sem ser utilizado.
Longo período sem marcar
O último gol de Tiquinho aconteceu em setembro de 2025, ainda com a camisa do Santos. Desde então, o atacante acumula um jejum que já ultrapassa sete meses, número que contrasta diretamente com sua fase anterior.
Entre 2022 e 2024, ele foi um dos principais nomes do Botafogo, com 44 gols e 17 assistências, além de participações importantes em conquistas expressivas. Dessa forma, a queda de rendimento chama atenção e levanta dúvidas sobre sua recuperação.