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Homem fantasiado de Morte escala telhado de hospital, encara pacientes e funcionários por 50 minutos, é multado em R$ 1.380 e diz ao juiz que estava vestido de corvo
A cena inusitada mobilizou quatro viaturas e bombeiros; o custo da brincadeira de mau gosto saiu caro para o rapaz
Um homem de 26 anos foi multado em 200 libras (cerca de R$ 1.380) após subir no telhado de um hospital no País de Gales fantasiado de Morte e ficar ali por 50 minutos, encarando pacientes e funcionários enquanto segurava o que parecia ser uma lâmina comprida.
Leon Gillespie, morador de Deganwy, escalou o hospital Ysbyty Glan Clwyd, em St Asaph, no condado de Denbighshire, em 6 de junho. A cena foi visível da entrada principal do prédio, onde pacientes, visitantes e profissionais de saúde acompanharam o episódio do lado de fora. Foram mobilizadas quatro viaturas policiais e uma unidade do corpo de bombeiros para fazê-lo descer.
Fantasia de túnica preta e capuz
Testemunhas descreveram a roupa como a fantasia da Morte personificada — túnica preta com capuz. No tribunal, Gillespie disse que o traje representava um corvo. A figura da Parca, símbolo da morte em diversas culturas, tem origem na mitologia romana e costuma ser retratada como um esqueleto encapuzado com uma foice.
A Polícia do Norte de Gales prendeu Gillespie e o acusou de causar perturbação, sem justificativa, a um funcionário do NHS (serviço público de saúde britânico) nas instalações do hospital, além de se recusar a deixar o local quando um agente ordenou.
Entenda o caso da ‘morte’ no hospital
Os detalhes da perturbação que mobilizou autoridades no País de Gales
Ele se declarou culpado no Tribunal de Magistrados de Llandudno em 15 de julho e recebeu a multa de 200 libras. Não houve explicação pública sobre os motivos do episódio.
Furtos agravaram o histórico
Nos meses anteriores, Gillespie também havia respondido por dois furtos. Em 26 de março, levou itens de uma loja da rede Pets at Home — comida e areia para gatos avaliadas entre 30 e 40 libras. Em 28 de maio, furtou alimentos e bebidas de um supermercado Sainsbury’s, ambos em Llandudno.

Os casos resultaram em 100 libras de multa, outras 100 libras em custas e 50 libras de indenização.
O hospital onde ocorreu o episódio é administrado pela Junta de Saúde Universitária Betsi Cadwaladr, maior órgão de saúde do País de Gales, responsável por mais de 700 mil pessoas na região norte. Um porta-voz da entidade afirmou ao jornal North Wales Pioneer que a junta “aplica uma política de tolerância zero diante de abuso, agressão ou perturbação dentro de suas instalações hospitalares”.