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Capital Fluminense

Agentes de segurança são alvos de operação contra milícia no Rio

Investigadores afirmam que os procurados forneciam informações sigilosas sobre operações específicas

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Armamento e dinheiro apreendido com agente penitenciário
Armamento e dinheiro apreendido com agente penitenciário (Foto: Divulgação)

Os fiscais do Ministério Público do Rio e os agentes da Polícia Civil realizam, nesta sexta-feira (20), a Operação Heron, contra agentes públicos suspeitos de envolvimento com a maior milícia do Rio de Janeiro. Os agentes cumprem, além dos 10 mandados de prisão, 11 de busca e apreensão. Até o momento, sete pessoas foram presas – cinco agentes penais e dois policiais militares.

A quadrilha, segundo as investigações, é chefiada por Zinho, irmão de Ecko, morto no ano passado. Entre os alvos, estão três policiais militares e seis agentes penitenciários. Um deles é casado com a delegada adjunta Ana Lúcia da Costa Barros, da 34ª DP (Bangu). A polícia investiga se a delegada teria acessado o próprio banco de dados para ajudar milicianos com informações sobre investigações e operações.

Armamento e dinheiro apreendido com agente penitenciário

Armamento e dinheiro apreendido com agente penitenciário – Foto: Divulgação/PCERJ

As investigações, que tiveram início com a apreensão do celular de um dos suspeitos, mostraram que esses agentes públicos eram responsáveis por repassar informações privilegiadas aos milicianos a respeito de operações, patrulhamentos e investigações em andamento.

O Ministério Público identificou ainda que ficou evidente a prática de corrupção e pagamentos entre milicianos e agentes do sistema prisional.

A Polícia Civil descobriu que os agentes públicos recebiam benefícios como fardamentos, dinheiro e armas por repassarem informações privilegiadas para milicianos integrantes do maior grupo paramilitar do estado. Além disso, durante as investigações, ficou comprovado que esses policiais incluíram milicianos em grupos de WhatsApp voltados apenas para policiais para que os criminosos conseguissem dados sigilosos.

“Eles fizeram um tipo de empreitada infiltrando nesses grupos criminosos. Esses servidores incluíam esses criminosos nos grupos onde eram deliberadas informações sensíveis, sobre operações, sobre medidas policiais de combate ao crime. Algumas das empreitadas foram frustradas, eles não conseguiram entrar por conta da sensibilidade do grupo, existe isso nos Autos. Um agente público diz que naquele grupo específico não dariam para fazer a inclusão porque poderia ‘dar problema'”, destacou a delegada adjunta da DRACO, Thaianne Moraes.

Os presos são levados para a sede da DRACO, na Cidade da Polícia

Os presos são levados para a sede da DRACO, na Cidade da Polícia – Foto: Tatiana Campbell/Super Rádio Tupi

Quem são os presos?

– André Guedes Benício Batalha; agente penitenciário (casado com a delegada)

– Alcimar Badaro Jacques; agente penitenciário

– Ismael de Farias Santo; agente penitenciário

– Wesley José dos Santos; agente penitenciário

– Carlos Eduardo Feitosa de Souza; agente penitenciário

– Matheus Henrique Dias de França; Tenente da Polícia Militar

– Pedro Augusto Nunes Barbosa; Capitão da Polícia Militar

 

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