Rio
Golpe do falso anúncio movimentou R$ 4 milhões do crime e recrutava desempregados como laranjas
Investigação aponta que o esquema envolvia anúncios fraudulentos, sequestros e extorsões para obter dinheiro das vítimas e ocultar os valores
Criminosos ligados ao Terceiro Comando Puro (TCP) movimentaram pelo menos R$ 4 milhões em três anos por meio de um esquema que combinava sequestros, extorsões e fraudes digitais. A Polícia Civil deflagrou nesta semana a Operação Market Fake II para desarticular o núcleo financeiro responsável por lavar esse dinheiro.
Anúncios falsos e sequestros em Belford Roxo
O grupo publicava ofertas fraudulentas de venda de veículos em plataformas digitais para atrair vítimas até comunidades em Belford Roxo. No local, as pessoas eram rendidas, mantidas em cárcere sob violência e forçadas a realizar transferências bancárias, além de terem seus pertences roubados. Anúncios falsos de aluguel de imóveis e boletos adulterados de contas de luz também integravam o cardápio de golpes do grupo.
Para blindar os verdadeiros chefes da organização, a quadrilha recrutava e pagava pessoas desempregadas para criar e publicar os anúncios fraudulentos. Com isso, os líderes tentavam apagar seus rastros e dificultar a identificação de sua participação nas fraudes.
Quatro presos e 13 buscas em duas cidades
A operação cumpre quatro mandados de prisão e 13 de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro, Araruama, Belford Roxo e São Gonçalo, e em Cubatão, no interior de São Paulo. A ação é conduzida pela 23ª DP (Méier) com apoio de departamentos especializados da Polícia Civil fluminense, da Polícia Civil de São Paulo e do Gaeco, braço do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O objetivo é reunir novos elementos para aprofundar as investigações e responsabilizar todos os envolvidos.