Rio
Quadrilha que roubava remédios contra câncer com apoio do TCP movimentou R$ 33 milhões, diz polícia
Organização criminosa teria roubado mais de R$ 33 milhões em medicamentos oncológicos e imunossupressores desde 2023
Uma quadrilha investigada por roubar cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores comprava empresas antigas e inativas para aumentar suas chances em licitações públicas, segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro. A rede criminosa tinha o apoio da facção Terceiro Comando Puro (TCP) e movimentou R$ 33 milhões em apenas um ano.
Para recolocar o material roubado no mercado, o grupo utilizava pelo menos 25 firmas. Luiz Eduardo Moura, delegado da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap), explicou a estratégia: adquirir companhias abertas há muitos anos, registrar “laranjas” como responsáveis e usar o histórico para forjar credibilidade perante o poder público.
As investigações apontam que o grupo usava empresas de fachada na tentativa de reinserir os medicamentos roubados no mercado formal. A “Operação Metástase“, deflagrada no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Pará, resultou na prisão de cinco pessoas até a última atualização.
A polícia também descobriu que a organização criminosa contava com informações privilegiadas sobre o transporte das cargas. Após os roubos, os medicamentos eram levados para o Complexo da Maré, onde eram transferidos, armazenados e distribuídos para outros estados por meio das empresas investigadas.
Desde 2023, a organização criminosa participou de pelo menos 50 roubos de cargas de medicamentos, movimentando mais de R$ 33 milhões no período, de acordo com a Polícia Civil.