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Trânsito travado no Rio após chuvas recordes gera alerta: especialistas explicam o fenômeno que transformou vias em rios e bloqueou acessos
Trânsito no Rio enfrenta longos engarrafamentos após problemas de escoamento; entenda os impactos na mobilidade urbana da região.
Enfrentar o trânsito no Rio de Janeiro se tornou um desafio ainda maior após o temporal histórico que atingiu a cidade nesta semana. Com diversas vias importantes alagadas, motoristas buscam maneiras de se locomover com mais segurança em meio ao cenário caótico, que tem gerado longos congestionamentos.
Por que o Rio vive um caos no trânsito?
A resposta está no céu. Segundo dados consolidados pelo sistema Alerta Rio, este já é o setembro mais chuvoso dos últimos 29 anos. Até a última quarta-feira (23), o acumulado de chuva na capital chegou a 171,9 mm. Com isso, o volume atípico provocou alagamentos em diversas vias expressas e avenidas, incluindo trechos críticos da Avenida Brasil e da Linha Vermelha. Dessa forma, trajetos curtos se transformaram em verdadeiras odisseias urbanas, principalmente nos horários de pico.
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Como dirigir com mais segurança durante os alagamentos?
Diante do cenário, especialistas em mobilidade e órgãos de trânsito recomendam cautela redobrada. Confira algumas orientações práticas:
Planeje antes de sair: Consulte os canais oficiais do Centro de Operações Rio (COR) para verificar as condições das vias em tempo real.
Evite áreas de risco: Não tente atravessar ruas que já estejam visivelmente alagadas. A altura da água pode ser maior do que aparenta, causando danos ao veículo ou acidentes.
Mantenha distância segura: A pista molhada reduz a aderência dos pneus e aumenta o tempo de frenagem. Mantenha uma distância maior do veículo da frente.
Se for inevitável atravessar: Mantenha uma velocidade baixa e constante, em primeira marcha, para evitar que a água entre no escapamento. Após sair da água, teste os freios levemente.
Os aplicativos de trânsito são suficientes?
Nem sempre. Embora ferramentas como Waze e Google Maps sejam úteis, elas devem ser usadas com cautela. Além disso, especialistas alertam que os algoritmos se baseiam na velocidade média do tráfego e nem sempre conseguem medir a profundidade da água. Por isso, é fundamental cruzar a sugestão do GPS com os boletins de órgãos oficiais.
Assim, em um cenário climático atípico como o de setembro de 2026, a melhor bússola do motorista carioca não é apenas o aplicativo, mas também a informação oficial e a prudência ao volante.