Rio
TRE-RJ confirma novos votos de 2022 após cassação de Rodrigo Bacellar
TRE-RJ valida recontagem e Alerj pode eleger novo presidente nesta quarta
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) oficializou nesta terça-feira (14) a recontagem dos votos da última eleição para o Legislativo. A medida é o passo final para que a Assembleia Legislativa (Alerj) realize a votação que definirá seu novo presidente.
Avanço no processo para nova presidência da Alerj
Com o encerramento da fase jurídica, os deputados fluminenses estão autorizados a escolher o sucessor de Rodrigo Bacellar. A expectativa é que a eleição interna na Casa ocorra já nesta quarta-feira (15), logo após a conclusão dos trâmites no tribunal.
A nova apuração dos votos provocou mudanças diretas na bancada do PL. O deputado Renan Jordy, que ocupava a primeira suplência, passa agora a ser titular do mandato. Ele assume a vaga após a reconfiguração dos quocientes gerada pela saída de Rodrigo Bacellar.
O ajuste ocorre porque Bacellar se elegeu pelo PL, mas migrou para o União Brasil. Com isso, o delegado Carlos Augusto (PL), que já atuava na vaga de Dr. Serginho (eleito prefeito em Cabo Frio), torna-se titular, abrindo espaço para a efetivação de Jordy.
Apesar dessas movimentações internas entre os nomes, a estrutura partidária da Alerj segue intacta. De acordo com o TRE-RJ, o procedimento de retotalização assegurou que “não houve alteração na divisão de cadeiras” entre os partidos e federações que disputaram o pleito.
Histórico de irregularidades e anulação de votos
A necessidade de refazer o cálculo surgiu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) invalidar cerca de 97 mil votos de Rodrigo Bacellar. O tribunal superior determinou a perda do cargo do ex-presidente da Alerj por conta de irregularidades identificadas na campanha de 2022.
O caso também impactou o ex-governador Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo pouco antes da decisão definitiva da Corte. O TSE impôs a Castro a sanção de inelegibilidade, proibindo-o de disputar eleições pelo período de oito anos devido às infrações apuradas.
A Justiça Eleitoral destacou que o processo de recontagem, realizado no dia 31 de março, transcorreu sem contestações das partes envolvidas. Sem novos recursos contra os números apresentados, o TRE-RJ pôde finalizar a homologação que encerra a disputa jurídica.