Rio
Tutores de pitbulls podem ser punidos por falta de controle
Ataque em Ramos reacende debate sobre responsabilidade dos donos e reforça regras para circulação de cães de grande porte no Rio
Equipes da Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais da Prefeitura do Rio resgataram o cão da raça pitbull que atacou a dona de casa Gabriela Aline Betaze, de 37 anos, em um conjunto habitacional da COHAB, no bairro de Ramos, na Zona Norte. O animal foi encaminhado para tratamento, enquanto moradores relataram medo e insegurança antes da retirada.
O bombeiro militar Davi da Silva, vizinho da vítima, afirmou que a retirada do cão trouxe alívio para a comunidade.
“Com certeza, com certeza. Agora nosso ir e vir fica mais tranquilo. E ele também tendo um tratamento, vai continuar convivendo com a gente porque ele nasceu aí e vai continuar morando aí. Agora, com o cachorro não tinha condições, mesmo porque é um cachorro que tem um porte que não comporta morar no apartamento e da maneira que estava vivendo.”
Segundo ele, o animal não utilizava focinheira e era usado como forma de defesa pelo tutor, o que aumentava o risco para os moradores.
Legislação rígida no estado
No estado do Rio de Janeiro, a legislação determina regras específicas para cães de grande porte ou considerados potencialmente perigosos, como pitbull, fila, doberman e rottweiler.
O descumprimento pode gerar multas que ultrapassam R$ 20 mil, além da apreensão do animal e responsabilização do tutor por danos causados.
Comportamento animal em foco
A ativista da causa animal Carla de Lucas destacou que o comportamento agressivo não está ligado à raça, mas à forma como o animal é criado.
“Tudo é da criação. Não é porque a raça é grande. Esses cães, muitas vezes, são treinados para guarda e acabam se tornando agressivos por isso. Não é que a raça seja assim, é o treinamento. Se você dá amor, você vai receber amor. Se você dá pancada, você vai receber mordida.”