Inflamação silenciosa: entenda como ela pode dificultar o emagrecimento - Super Rádio Tupi
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Saúde

Inflamação silenciosa: entenda como ela pode dificultar o emagrecimento

Identificar e tratar as possíveis causas da inflamação pode ser um passo importante para alcançar resultados de forma saudável

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A inflamação silenciosa pode dificultar o emagrecimento mesmo sem sintomas evidentes (Imagem: Krakenimages.com | Shutterstock)

Emagrecer nem sempre depende apenas de manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física regularmente. Em alguns casos, um processo inflamatório crônico de baixa intensidade, conhecido como inflamação silenciosa, pode interferir no funcionamento do organismo e dificultar a perda de peso, mesmo sem provocar sintomas evidentes.

Essa condição tende a alterar o metabolismo, favorecer o acúmulo de gordura corporal e influenciar hormônios relacionados à fome e à saciedade, aumentando a compulsão alimentar e tornando o emagrecimento mais desafiador.

A inflamação silenciosa pode ser causada por diversos fatores. Entre eles, estão a alimentação rica em alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras em excesso, o sedentarismo, a obesidade, o estresse crônico, a má qualidade do sono, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Além disso, alterações na microbiota intestinal e doenças como diabetes tipo 2, síndrome metabólica e algumas condições autoimunes também podem favorecer esse processo inflamatório de baixa intensidade.

Segundo Adriana Mariano, fisioterapeuta dermatofuncional, graduanda em Nutrição e estrategista em emagrecimento, muitas pessoas focam apenas a alimentação e deixam de observar fatores que afetam o funcionamento do organismo como um todo.

“Nem sempre a dificuldade para emagrecer está relacionada à falta de esforço. Quando existe um quadro inflamatório, o corpo pode apresentar resistência aos processos naturais de queima de gordura e regulação hormonal, tornando os resultados mais lentos e frustrantes”, explica.

A seguir, a especialista destaca 7 pontos que merecem atenção durante o processo de emagrecimento.

1. Observe se você vive cansado

A fadiga constante, mesmo após uma noite de sono, pode ser um dos sinais de que o organismo está sobrecarregado por processos inflamatórios. “A inflamação silenciosa costuma consumir energia do corpo e impactar diversas funções metabólicas. Muitas pessoas convivem com esse cansaço sem imaginar que ele pode estar relacionado ao estilo de vida“, afirma Adriana Mariano.

2. Fique atento ao inchaço frequente

A sensação de retenção de líquidos, roupas mais apertadas ao longo do dia e desconforto abdominal podem indicar um desequilíbrio inflamatório. “O inchaço recorrente não deve ser encarado como algo normal. Em muitos casos, ele sinaliza que o organismo está reagindo negativamente a hábitos alimentares ou outros fatores do cotidiano”, destaca.

3. Reduza o consumo de alimentos ultraprocessados

Produtos industrializados, ricos em açúcar, gordura e aditivos químicos, estão entre os principais estimuladores da inflamação crônica. “Quanto mais natural for a alimentação, maiores são as chances de reduzir processos inflamatórios e favorecer o funcionamento adequado do metabolismo”, orienta a especialista.

Mulher com cabelo liso, solto, usando camiseta branca dormindo em cama com travesseiro branco
Dormir bem ajuda a regular hormônios ligados ao metabolismo e ao apetite (Imagem: Inside Creative House | Shutterstock)

4. Cuide da qualidade do sono

Dormir poucas horas ou ter um sono fragmentado pode aumentar a produção de hormônios relacionados ao estresse e à fome. “O sono é um dos pilares da saúde metabólica. Quando ele não é reparador, o organismo tende a ficar mais inflamado e menos eficiente na regulação do peso corporal”, explica Adriana Mariano.

5. Não ignore a compulsão por doces

A vontade frequente de consumir açúcar pode estar relacionada a alterações hormonais e metabólicas associadas à inflamação. “Muitas vezes, a compulsão não é apenas uma questão de força de vontade. Existem mecanismos fisiológicos que influenciam diretamente esse comportamento alimentar”, ressalta.

6. Pratique atividade física regularmente

O exercício físico ajuda a combater a inflamação, melhora a sensibilidade à insulina e favorece a utilização de gordura como fonte de energia. “Não é necessário começar com treinos intensos. O mais importante é manter a regularidade e transformar o movimento em um hábito diário”, afirma.

7. Gerencie o estresse

O estresse crônico estimula a liberação de cortisol, hormônio que pode contribuir para o aumento da inflamação e dificultar o emagrecimento. “O corpo não diferencia um problema emocional de uma ameaça física. Quando vivemos em estado constante de alerta, diversas funções metabólicas acabam sendo prejudicadas”, enfatiza Adriana Mariano.

Emagrecer vai além da contagem de calorias

Para Adriana Mariano, a perda de peso sustentável depende de uma visão mais ampla da saúde. “Muitas pessoas acreditam que precisam apenas comer menos para emagrecer. Mas o organismo é complexo. Quando reduzimos a inflamação por meio de hábitos saudáveis, criamos um ambiente favorável para que o corpo responda melhor ao processo de emagrecimento e à manutenção dos resultados”, conclui.

Mais do que um obstáculo para a balança, a inflamação silenciosa é um alerta de que o organismo precisa de cuidados. Identificar seus sinais e adotar hábitos mais saudáveis pode ser o primeiro passo para uma transformação duradoura da saúde e da qualidade de vida. 

Por Gabriela Andrade