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Capital Fluminense

Caso Moïse: Polícia irá ouvir dono de quiosque onde um dos presos trabalhava

Investigações mostraram que dois, dos três acusados, possuem anotações criminais

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Três homens presos pela morte do congolês Moïse são transferidos para cadeia em Benfica
Três homens presos pela morte do congolês Moïse são transferidos para cadeia em Benfica - Foto: Tatiana Campbell/Super Rádio Tupi
Três homens presos pela morte do congolês Moïse são transferidos para cadeia em Benfica

Três homens presos pela morte do congolês Moïse são transferidos para cadeia em Benfica – Foto: Tatiana Campbell/Super Rádio Tupi

Dois dos três homens presos pela morte do congolês Moïse Mugenyi, em um quiosque na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, já tinham passagem pela polícia. Aleson de Oliveira, um dos que aparece diversas vezes nas imagens da câmera de segurança agredindo a vítima, tem anotação por extorsão, porte ilegal de arma e corrupção de menores. Fábio da Silva tem passagem por ameaça contra a ex-mulher.

As investigações a respeito da morte de Moïse continuam. Nesta quinta-feira (03), o dono do quiosque Biruta – que fica ao lado do Tropicália, onde ocorreu o crime – será ouvido por agentes da Delegacia de Homicídios, já que um dos agressores era funcionário do local.

Nesta quarta-feira (02), a família do congolês foi ouvida pelos agentes. Representantes da República do Congo também estiveram presentes. Rodrigo Mondego, da Comissão de Direitos Humanos da OAB do Rio, acompanhou os depoimentos e falou sobre a morte da vítima:

“Eu ouvi da mãe dele como foi pesado assistir aquilo, ela não ter conseguido dormir depois de assistir, o sofrimento que ela viu o filho passando aquele momento. A gente sabe que quem está dando paulada em alguém que está desacordado não está revidando a uma injusta agressão ou tentando garantir uma legítima defesa. Existia, é nítido que houve uma intenção de matar. Se arrependeu depois, tentou fazer massagem cardíaca é uma outra questão, mas  houve um dolo para levar o resultado que foi tirar a vida do Moïse”.

Uma manifestação foi realizada, na madrugada desta quarta-feira (03), por cerca de 50 jovens, em frente ao quiosque Tropicália. O ato tinha como objetivo cobrar justiça. Os manifestantes, que vestiam roupa preta, ocuparam uma faixa da Avenida Lúcio Costa e chegaram a atear fogo em pneus na via.

O trio teve a prisão temporária decretada pela Justiça e deve responder por homicídio duplamente qualificado — com impossibilidade de defesa da vítima e uso de meio cruel.

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