Ciência e Saúde

Novidade no tratamento contra Alzheimer: ‘O medicamento oferta esperança’

Droga foi desenvolvida com objetivo de aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença

Por Victor Yemba

Novidade no tratamento contra Alzheimer: 'O medicamento oferta esperança' (DIvulgação)
Novidade no tratamento contra Alzheimer: ‘O medicamento oferta esperança’ (Divulgação)

A agência reguladora dos EUA, Food and Drug Administration (FDA), aprovou, nesta semana, o uso do medicamento experimental “aducanumab” para as fases iniciais da doença de Alzheimer. A droga foi desenvolvida com o objetivo de aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença.

Segundo relatório mundial da Doença de Alzheimer, divulgado pela Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), a desinformação da população em relação à demência de forma geral é alarmante: dois terços das pessoas entrevistadas (em um total de 100 mil) acreditam que a demência é normal e faz parte da velhice. A falta de orientação sobre o tema prejudica o diagnóstico precoce e tratamento adequado.

O médico e especialista em medicina nuclear, Dr Rafael Tavares, explica que a doença de Alzheimer é uma síndrome que leva o paciente à uma perda de funcionalidade, ou seja, leva à demência. A prevalência aumenta muito após os 65 anos de idade, embora existam casos em que o diagnóstico ocorre de forma mais precoce.

Os sintomas iniciais, são os chamados Deficit Cognitivos. Além dos Déficits de memória, é importante incluir os distúrbios de linguagem, as dificuldades de executar atividades motoras, planejar execução, pegar um objeto, identificá-los. Também existe a dificuldade de planejamento, organização e execução das atividades cotidianas.

O diagnóstico Doença de Alzheimer é feito a partir de biomarcadores.  “Eles são métodos diagnósticos que podem ser de imagem, podem ser de sangue, licor e, juntos, caracterizam o diagnóstico completo da doença. A partir do momento que os sintomas são indiciados, a consulta tem que ser feita com um neurologista especializado que vai aplicar uma série de testes diagnósticos no momento do exame clínico e a partir dai, direcionar quais exames serão necessário nessa investigação”, afirma o especialista. Segundo ele, o diagnóstico precoce é primordial para que o tratamento não seja feito de maneira equivocada, dispendioso para o paciente, para a família e biologicamente, no caso da utilização de uma droga que não se destina a doença de Alzheimer.

Dr Rafael Tavares, médico e especialista em medicina nuclear (Divulgação)
Dr Rafael Tavares, médico e especialista em medicina nuclear (Divulgação)

Em relação à nova medicação, o médico alerta que muitas questões ainda precisam ser abordadas: “o medicamento ainda não foi aprovado no Brasil, ainda está em processo de avaliação pela Anvisa. Os dados são complexos, o próprio Food and Drug Administration (FDA) recomenda que continuem sendo estudados”. Como toda a medicação nova, ela pode ser promissora, oferta esperança, mas ainda existem muitas questões para serem analisadas.



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