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Rio pode ter novo programa para reduzir mortalidade do câncer

Último levantamento do Ministério da Saúde indica que mais de 22 mil pessoas morreram no estado por neoplasias

Por Pedro Henrique Leite

hospital do cancer INCA
Hospital do Câncer I (Foto: Reprodução INCA)

O Projeto de Lei 2879/2020, aprovado nesta quinta-feira (5), na Assembleia Legislativa Do Estado Do Rio (ALERJ), cria a Política Estadual para a Prevenção e Controle da Neoplasia Maligna visando a redução da mortalidade e melhoria da qualidade de vida dos pacientes. A proposta do deputado Danniel Librelon (REPUBLICANOS) tem objetivo de assegurar a realização de exames para detecção da neoplasia maligna por meio de diagnóstico precoce no Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esse projeto vai ser fundamental para a detecção precoce desse tipo de câncer no SUS. Vamos levar esperança e mais chances de tratamento para muitas pessoas”, disse Librelon.

O último levantamento do Ministério da Saúde indica que 232.040 morreram no Brasil devido a neoplasias. Quase a metade na Região Sudeste: 109.310. Segundo o DATASUS, o estado do Rio de Janeiro teve 22.441 óbitos por câncer e 9.902 foram na capital fluminense.

Deputado Daniel Librelon fala sobre o projeto à Rádio Tupi:

São objetivos da política: implementar ações de detecção da neoplasia maligna por meio de diagnóstico precoce; formular as estratégias que permitam disseminar e ampliar o conhecimento sobre a doença, seus fatores de risco e sobre diversos mecanismos de prevenção e controle; prevenir a iniciação do tabagismo e do uso do álcool e do consumo de alimentos não saudáveis; além de fomentar a eliminação ou redução da exposição aos agentes cancerígenos.

Segundo o autor do projeto, “O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, por isso é importante que tenhamos a garantia de tratamento, além de condições de prevenção e de reabilitação. Essa política será fundamental para mudar essa realidade em nosso Estado”, concluiu Librelon.

O projeto agora segue para o governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-lo ou vetá-lo.

Cirurgias e tratamentos de câncer caíram 25% na pandemia, revela estudo da Defensoria

Segundo a Defensoria Pública, as cirurgias oncológicas no Rio de Janeiro tiveram uma redução de 25% depois que a pandemia começou. Os tratamentos de câncer, com exceção de radioterapia, quimioterapia e cirurgia, também caíram 24,8%. E as consultas ambulatoriais para esses pacientes foram reduzidas em 21,9% no primeiro trimestre da pandemia, comparada com o trimestre anterior. Os dados são da pesquisa “Assistência Oncológica do Estado do Rio de Janeiro durante a pandemia de Covid-19” realizada pela Coordenadoria de Saúde e Tutela Coletiva da Defensoria Pública do Rio em parceria com Instituto de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O estudo também mostra as deficiências na oferta de tratamento adequado para pessoas com câncer antes da pandemia. Vistorias feitas pelo Cremerj, entre os anos de 2016 e 2019, mostram que os leitos de cuidados paliativos não existem em 88% das unidades, sendo oferecidos de acordo com a demanda. Com relação aos leitos oncológicos, 44% das unidades afirmaram não possuir nenhum leito específico para casos de oncologia, sendo ofertados de acordo com a demanda; e 13 estabelecimentos afirmaram possuir leitos específicos, apresentando uma mediana de 20 leitos por unidade de saúde, variando de 6 a 77 leitos.



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