Homenagem a indígena: maior escultura em montanha do mundo está sendo esculpida desde os anos 1940 nos Estados Unidos

Nas Black Hills, na Dakota do Sul, nos Estados Unidos, uma montanha de granito vem ganhando forma pouco a pouco para se transformar em um dos maiores monumentos do mundo. A obra homenageia Cavalo Louco, líder do povo Oglala Lakota conhecido por sua resistência à expansão norte-americana e por sua importância na história dos povos indígenas.

Crédito: Reprodução/KOTA Territory News

Quando estiver concluída, a escultura terá aproximadamente 172 metros de altura e 195 metros de comprimento, dimensões que superarão com folga o famoso Monte Rushmore, localizado a poucos quilômetros dali. O projeto retrata o guerreiro montado em seu cavalo, com o braço esquerdo estendido em direção ao horizonte, em uma composição inspirada em relatos históricos sobre sua aparência e seu legado.

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A iniciativa nasceu em 1948, após o líder indígena Henry Standing Bear convidar o escultor Korczak Ziolkowski para criar um memorial que valorizasse a memória dos povos nativos. Desde então, toneladas de granito já foram removidas por meio de explosivos, perfurações e equipamentos especializados.

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Korczak dedicou mais de três décadas ao trabalho, mas morreu em 1982 antes de ver sua criação avançar significativamente. A continuidade ficou sob responsabilidade de sua esposa, Ruth Ziolkowski, dos filhos e, posteriormente, dos netos, que mantêm viva a missão da família.

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Em 1998, a conclusão do rosto marcou um dos momentos mais importantes da construção e tornou a figura facilmente reconhecível mesmo a longa distância. Nos anos seguintes, as equipes passaram a esculpir a mão, o braço, o ombro e partes da cabeça do cavalo, etapas que ainda exigem grande precisão.

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Só o rosto tem cerca de 26 metros de altura, enquanto o braço deverá alcançar aproximadamente 80 metros e o dedo indicador terá quase nove metros de comprimento. Cada intervenção depende de estudos detalhados sobre a resistência do granito para evitar danos irreversíveis à estrutura.

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Segundo a Crazy Horse Memorial Foundation, instituição responsável pelo projeto, o projeto é financiado principalmente pela visitação e por doações privadas, sem recursos federais. O local também abriga o Museu Indígena da América do Norte, exposições, programas educacionais e iniciativas dedicadas à preservação da cultura indígena da América do Norte.

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A fundação responsável não estabelece um prazo para a conclusão do monumento, pois o ritmo dos trabalhos depende das condições técnicas e do financiamento disponível. Porém, mesmo incompleta, a escultura já representa um dos maiores empreendimentos de engenharia e arte em montanha do planeta.

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