Marina Lima se apresentou no dia 26 de julho, no Enel Festival de Inverno Rio, na Marina da Glória. O show fez parte da turnê "Marina 70", que a cantora carioca vem realizando pelo Brasil desde o final de março, quando estreou em Porto Alegre. No espetáculo, ela celebra os 70 anos de vida, completados em setembro do ano passado.
Em entrevista ao GLOBO concedida antes da apresentação, Marina, que completará 71 anos em 17 de setembro de 2026, comentou que a idade a possibilitou rever a trajetória com distanciamento, a reconhecer erros e, ao mesmo tempo, ter mais empatia com a versão mais jovem de si mesma.
Crédito: DivulgaçãoA cantora também falou sobre sua relação afetiva com o Rio de Janeiro, cidade onde nasceu e onde compôs grandes sucessos como "Fullgás", "Pra Começar" e "Acontecimentos", ainda no início da carreira. Segundo ela, o espírito carioca continua sendo uma fonte de inspiração até hoje, mesmo morando em São Paulo.
Crédito: DivulgaçãoMarina Lima disse ser muito emocionante ter plateias do Brasil inteiro cantando junto com ela, e que ser trilha sonora da vida das pessoas é uma relação íntima. Segundo ela, antigamente preferia o trabalho de estúdio, pois gostava de fazer arranjos e compor com calma e o show era só uma repetição daquilo que já havia conseguido no estúdio, mas hoje, o público se tornou um elo com a própria existência.
Crédito: Reprodução do Instagram @marinalimax1Nascida em 1955, Marina iniciou oficialmente a carreira em 1977, quando Gal Costa gravou a sua canção "Meu Doce Amor". Dois anos depois, ela se tornou a primeira mulher a assinar um contrato com a gravadora Warner e lançou o primeiro disco, "Simples Como Fogo".
Crédito: Reprodução InstagramO álbum "Olhos Felizes", lançado em 1980, trouxe a canção "Nosso Estranho Amor", composta e gravada em parceria com Caetano Veloso. Já o álbum "Fullgás", de 1984, é considerado um ponto de virada em sua carreira por muitos.
Crédito: Reeprodução do Instagram @marinalimax1Grande parte do sucesso da cantora vem da parceria com o irmão, o poeta e filósofo Antônio Cícero, com quem começou a compôr em 1975 ao musicar o poema do irmão, "Alma Caiada". Antônio Cícero enfrentava o mal de Alzheimer e optou por um procedimento de morte assistida na Suíça, onde morreu em outubro de 2024. Juntos, eles assinaram alguns dos maiores hits da carreira dela.
Crédito: Reprodução InstagramEntre os maiores sucessos de Marina estão as músicas "Fullgás", "À Francesa", "Acontecimentos", "Me Chama", "Veneno", "Mesmo que Seja Eu", "A Chave do Mundo" e "Pra Começar".
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