Justiça interna adolescente por estupro coletivo em Copacabana: jovem atraiu vítima - Super Rádio Tupi
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Justiça interna adolescente por estupro coletivo em Copacabana: jovem atraiu vítima

Justiça determina internação provisória de jovem envolvido em estupro coletivo

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Adolescente apreendido por estupro coletivo em Copacabana é ouvido em audiência nesta segunda-feira (14). Foto: Reprodução

A Justiça fluminense determinou a internação provisória de um adolescente de 17 anos suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma jovem, também de 17 anos. O crime ocorreu em um imóvel localizado no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

Importância da denúncia no esclarecimento do crime

O delegado Ângelo Lages, responsável por coordenar a prisão de todos os suspeitos, enfatizou que a postura da vítima foi essencial para o avanço das investigações. Segundo o policial, o receio de represálias costuma ser um obstáculo para que casos assim cheguem às autoridades.

De acordo com as investigações, o menor de idade desempenhou um papel central na dinâmica do abuso ao atrair a jovem para o apartamento. No local, ela foi agredida por outros quatro homens adultos, que já se encontram sob custódia do sistema prisional.

Na decisão judicial, a magistrada Vanessa Cavaliere pontuou que o adolescente teve participação ativa no episódio. Por essa razão, ele deverá cumprir a medida socioeducativa de internação, sem permissão para realizar atividades externas por um período mínimo de seis meses.

Justiça destaca valor do depoimento da vítima

Ao analisar a internação, a juíza Cavaliere reforçou a importância de dar credibilidade à palavra de quem sofreu a violência. Ela ressaltou que esse cuidado é fundamental para garantir que o processo seja justo e eficaz diante da complexidade desse tipo de crime.

Para a magistrada, valorizar o relato da vítima não compromete o equilíbrio processual, mas ajuda a superar as dificuldades probatórias comuns em delitos sexuais. O foco da Justiça é assegurar a responsabilização dos envolvidos e a proteção da dignidade da adolescente.

Enquanto o menor permanece internado, os quatro adultos seguem presos preventivamente aguardando os próximos desdobramentos judiciais. O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades competentes para a conclusão das etapas do processo penal.