Homem de 65 anos dá carro de luxo para namorada de 22, tenta reaver o bem após briga e juiz determina que doação válida não pode ser anulada - Super Rádio Tupi
Conecte-se conosco
x

Economia

Homem de 65 anos dá carro de luxo para namorada de 22, tenta reaver o bem após briga e juiz determina que doação válida não pode ser anulada

Transferência espontânea de veículo sem encargo caracteriza doação pura e irrevogável, impedindo a recuperação do bem por arrependimento amoroso.

Publicado

em

Compartilhe
google-news-logo
Homem de 65 anos dá carro de luxo para namorada de 22, tenta reaver o bem após briga e juiz determina que doação válida não pode ser anulada
Sentença cível que mantém a propriedade de veículo doado durante relacionamento amoroso após término - Imagem ilustrativa

Presentes de alto valor financeiro doados durante relacionamentos amorosos não podem ser confiscados por mero arrependimento após o rompimento. Um homem de 65 anos doou um veículo de luxo para a namorada de 22 anos, tentou reaver o automóvel na Justiça após discussões e o juiz determinou que a doação válida é irrevogável.

tupi
🚗 Disputa patrimonial pós-término

Término de namoro motivou processo cível para reaver veículo de luxo transferido espontaneamente durante a relação.

O que a legislação brasileira diz sobre o contrato de doação pura?

Artigo 538 do Código Civil define a doação como o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra. Quando a doação é feita sem encargos ou condições futuras (chamada de doação pura), a transferência de propriedade é perfeita e acabada.

Ao assinar o documento de transferência do veículo no Detran e entregar a posse à donatária, o homem consolidou a propriedade em nome da companheira. O arrependimento posterior motivado pelo fim do afeto não constitui vício de consentimento.

Homem de 65 anos dá carro de luxo para namorada de 22, tenta reaver o bem após briga e juiz determina que doação válida não pode ser anulada
Sentença cível que mantém a propriedade de veículo doado durante relacionamento amoroso após término – Imagem ilustrativa

O fim do relacionamento amoroso configura ingratidão jurídica?

A revogação de doação por ingratidão é regulada de forma rígida pelos Artigos 555 e 557 do Código Civil. A lei exige atos gravíssimos, como tentativa de homicídio contra o doador, agressão física, injúria grave ou recusa de alimentos vitais.

O término do relacionamento, discussões de casal ou o início de um novo namoro pela mulher não configuram ingratidão jurídica. A Justiça entende que ninguém é obrigado a permanecer em um relacionamento amoroso para manter a validade de um bem recebido por mera liberalidade.

Para compreender os critérios que autorizam ou proíbem a devolução de doações, consulte os parâmetros a seguir:

tupi
⚖️ Hipóteses de Revogação de Doação (Art. 557 do CC)
Arrependimento ou Fim do Namoro: Não autoriza a revogação judicial do bem doado.
Crimes Graves contra a Vida ou Honra: Permite anulação da doação comprovada em juízo.
Inexecução de Encargo Formal: Válido apenas se houver cláusula expressa no contrato escrito.

Como comprovar que o veículo foi doado e não apenas emprestado?

A comprovação da doação de veículos automotores se formaliza pela emissão do Certificado de Registro de Veículo (CRV) devidamente preenchido e reconhecido em cartório em nome do beneficiário.

Para resguardar o direito de propriedade de bens recebidos durante o namoro, observe as seguintes formalidades:

  • 📑 Transferência no Detran: Mantenha o documento do carro e o licenciamento registrados no seu próprio nome.
  • 💬 Mensagens de texto e fotos: Guarde declarações expressas do parceiro afirmando que o bem se tratava de um presente.
  • 🧾 Comprovante de quitação: Certifique-se de que o veículo não possui financiamento ou alienação fiduciária em aberto.

Quais as consequências de registrar queixa falsa para tentar recuperar o bem?

Tentar reaver bens doados por meio de falsas alegações de furto ou apropriação indébita na delegacia configura crime de denunciação caluniosa (Artigo 339 do Código Penal).

Além da responsabilização criminal, o ex-parceiro que promove ações infundadas é condenado ao pagamento de indenização por danos morais e multas por litigância de má-fé.

Leia também: Dono de casa descobre rachaduras estruturais na parede provocadas por obra ao lado e consegue liminar na Justiça para paralisar a construção – Super Rádio Tupi

Quais as dúvidas frequentes sobre doações entre parceiros afetivos?

A divisão de presentes de alto valor e a compra de imóveis em nome do parceiro despertam dúvidas comuns. Veja as respostas a seguir.

📋 Perguntas Frequentes

Esclareça questões legais sobre doações em relacionamentos

tupi
O doador pode exigir o carro de volta se provar que houve traição? +

A infidelidade em namoro não anula doação de bens. Salvo pacto antenupcial ou união estável formal com regras específicas, a doação pura é irrevogável por conduta moral.

Os filhos do doador podem anular a doação feita à namorada? +

Os herdeiros só podem questionar a doação se ela ultrapassar a parte disponível do patrimônio (50%), violando a legítima dos herdeiros necessários.

A doação pura realizada por pessoa capaz consolida a propriedade no patrimônio de quem a recebeu. A Justiça assegura a posse do veículo e veda a anulação de contratos por mero término de relacionamento.