Economia
Mulher cria perfil falso na internet para testar fidelidade do parceiro, é descoberta pelo companheiro e responde por crime de falsa identidade
Uso de fotos de terceiros para criar contas simuladas em redes sociais configura delito de falsa identidade e gera indenização por violação de imagem.
O uso de contas anônimas em redes sociais para armar “testes de fidelidade” virtuais ultrapassou o limite das crises conjugais e entrou na esfera penal. Uma mulher criou um perfil falso utilizando fotos de uma modelo real, foi descoberta pelo companheiro e agora responde pelo crime de falsa identidade.
Criação de conta simulada no Instagram com imagens de terceiro levou a processo criminal por falsa identidade e danos morais.
Como a criação de perfil fake se enquadra no Código Penal?
O Artigo 307 do Código Penal tipifica como crime o ato de atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem própria ou causar dano a outrem. A pena prevista é de detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa.
A jurisprudência do STJ fixou que o delito tem natureza formal, consumando-se no momento em que a identidade falsa é criada e utilizada para enganar terceiros. A intenção de testar a fidelidade do parceiro não afasta a ilicitude da conduta perante a lei.

O uso de fotos de pessoas reais agrava a situação jurídica?
Criar um perfil inventado sem imagens de terceiros já pode caracterizar infração civil aos termos de uso das plataformas. No entanto, utilizar fotos e nomes de pessoas reais sem autorização agrava severamente o caso, violando o direito de imagem protegido pela Constituição.
A pessoa real cuja imagem foi indevidamente utilizada tem o direito de mover ação de indenização por danos morais contra quem criou o perfil falso. Se a conta falsa foi usada para enviar mensagens com teor erótico, a conduta pode configurar outros crimes contra a honra.
Para conhecer as implicações legais de perfis simulados nas redes sociais, consulte os parâmetros a seguir:
Como a polícia descobre quem é o verdadeiro dono do perfil falso?
O anonimato na internet é expressamente vedado pela Constituição Federal. Por meio de ordem judicial fundamentada no Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), a Justiça determina que provedores como Meta e Google forneçam o endereço de IP e dados cadastrais.
Com o IP e a porta lógica de conexão em mãos, as operadoras de telefonia identificam com precisão o titular da linha de internet e o aparelho celular utilizado para criar e operar a conta simulada.
Quais as medidas cabíveis para quem descobre um perfil falso?
Ao identificar que sua imagem ou nome está sendo usado indevidamente em contas de redes sociais, a vítima deve agir rápido para registrar a prova digital antes da exclusão do perfil.
Para embasar denúncias criminais e ações civis indenizatórias, adote as seguintes práticas:
- 🌐 Preservação de links e prints: Registre a URL exata do perfil e faça prints detalhados de todas as postagens e mensagens.
- 📜 Ata notarial ou certificação digital: Valide o conteúdo em cartório ou através de plataformas com tecnologia blockchain.
- 🚔 Boletim na Delegacia de Crimes Cibernéticos: Registre a queixa formal por falsa identidade e uso indevido de imagem.
Quais as principais dúvidas sobre crimes cibernéticos e perfis fakes?
A criação de contas para fins humorísticos ou de monitoramento conjugal gera dúvidas sobre limites legais. Confira os esclarecimentos a seguir.
📋 Perguntas Frequentes
Esclareça questões sobre perfis simulados na internet
A simulação de identidade na internet para testes afetivos configura ilícito civil e penal. O uso indevido de dados e fotos de terceiros atrai responsabilização criminal com possibilidade de condenação e indenizações judiciais.