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Economia

Motorista é multado por uso de celular, câmera veicular prova que ele apenas coçava a orelha e Detran é obrigado a anular infração e pagar R$ 3 mil

Presunção relativa de veracidade do agente público é afastada por gravação de dashcam, gerando dever de indenizar por desvio produtivo.

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Motorista é multado por uso de celular, câmera veicular prova que ele apenas coçava a orelha e Detran é obrigado a anular infração e pagar R$ 3 mil
Anulação de multa de trânsito indevida após comprovação por gravação de câmera interna - Imagem ilustrativa

A presunção de legitimidade dos atos praticados por agentes de trânsito não é absoluta e cede diante de provas materiais cabais. A Justiça determinou o cancelamento de infração gravíssima e condenou o Detran a pagar R$ 3.000,00 por danos morais após gravação interna de dashcam provar que o motorista estava apenas coçando a orelha.

Como a tecnologia de câmeras internas desfaz a presunção do agente de trânsito?

Os atos administrativos emitidos pelo poder público gozam de presunção de veracidade relativa (juris tantum). Isso significa que a autuação lavrada pelo fiscal presume-se verdadeira apenas até que o cidadão apresente prova incontestável em sentido contrário.

Imagens em alta definição gravadas por câmeras veiculares internas (dashcams) registram os movimentos do condutor com carimbo de data, hora e coordenadas de GPS. Esse registro visual afasta o erro visual do agente público que confundiu o gesto da mão na orelha com o uso do telefone celular.

Motorista é multado por uso de celular, câmera veicular prova que ele apenas coçava a orelha e Detran é obrigado a anular infração e pagar R$ 3 mil
Anulação de multa de trânsito indevida após comprovação por gravação de câmera interna – Imagem ilustrativa

Qual é a tipificação exata do uso de celular no Código de Trânsito Brasileiro?

A regra geral do Artigo 252, parágrafo único, do CTB tipifica como infração gravíssima o ato de segurar ou manusear telefone celular enquanto dirige veículo automotor, punida com multa de R$ 293,47 e 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A exceção ocorre quando o aparelho permanece fixado em suporte apropriado no painel e é utilizado apenas para navegação por GPS sem manuseio físico das mãos do motorista. Coçar o rosto, orelha ou ajeitar os óculos não configura infração de trânsito sob nenhuma hipótese legal.

Para entender como a prova técnica derruba o auto de infração de trânsito administrativo, consulte o comparativo na tabela a seguir:

tupi
🚗 Confronto Probatório no Processo de Trânsito
Elemento de Avaliação Alegação Administrativa Prova Concreta em Vídeo
Conduta Visualizada Uso de aparelho celular ao volante Mão vazia coçando a orelha esquerda
Posição do Telefone Presunção de porte na mão direita Celular acoplado no suporte do painel

Por que a Justiça condenou o órgão de trânsito ao pagamento de dano moral?

A condenação ao pagamento de R$ 3.000,00 fundamenta-se na Teoria do Desvio Produtivo do Cidadão e na responsabilidade civil objetiva do Estado (Artigo 37, § 6º, da Constituição Federal). O motorista foi obrigado a desperdiçar tempo e recursos para combater um ato administrativo arbitrário.

A manutenção da multa mesmo após a apresentação do vídeo na esfera recursal administrativa (JARI) demonstra desídia e descaso do órgão de fiscalização. Essa conduta abusiva ultrapassa o mero dissabor e gera dano moral indenizável.

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Quais etapas devem ser seguidas para anular uma autuação indevida na Justiça?

Ao constatar o recebimento de notificação injusta, o condutor deve preservar imediatamente os arquivos brutos da gravação veicular antes que a memória seja sobrescrita. A comprovação cronológica fortalece a impugnação.

Para garantir a anulação dos pontos e o cancelamento das penalidades pecuniárias, organize as seguintes etapas:

  • 💾 Backup do arquivo de vídeo: Salve os vídeos do trajeto preservando os metadados originais de hora, minuto e segundo.
  • 📨 Recurso administrativo com mídia: Anexe capturas sequenciais de tela no recurso inicial dirigido à JARI.
  • ⚖️ Ação anulatória no Juizado da Fazenda: Ingressar com ação judicial requerendo a tutela de urgência para suspender os pontos na CNH.

Quais as principais dúvidas sobre o uso de câmeras veiculares contra multas?

A legalidade das gravações internas e o valor probatório perante a administração pública despertam questionamentos rotineiros. Veja os esclarecimentos a seguir.

📋 Perguntas Frequentes

Esclarecimentos sobre nulidade de multas e câmeras veiculares

tupi
O uso de câmeras que gravam o interior do veículo é permitido por lei? +

Sim. O Código de Trânsito Brasileiro e a legislação federal não proíbem a instalação de dashcams, desde que não obstruam o campo de visão obrigatório do para-brisa.

Quem já pagou a multa indevida pode pedir a devolução do dinheiro? +

Sim. A anulação judicial do auto de infração gera o direito à restituição do valor pago com correção monetária, além da baixa compulsória da pontuação no prontuário do motorista.

A utilização de recursos visuais independentes equilibra a relação entre o cidadão e os órgãos executivos de trânsito. Demonstrar o erro administrativo através de imagens assegura a proteção contra multas abusivas e preserva a CNH do condutor.