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Especialista em psicologia explica quando falar com um animal de estimação indica transtornos mentais

O hábito pode aliviar o estresse, mas se torna um problema quando a pessoa acredita que o animal lhe dá ordens: entenda a diferença e os riscos

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Mulher sorridente acaricia cão grande preto e marrom sentada em tapete azul
A interação carinhosa entre tutores e animais de estimação pode proporcionar conforto emocional e aliviar o estresse, segundo psicólogos

Conversas com animais de estimação podem indicar transtornos mentais se a pessoa estiver convencida de que o bicho responde com uma voz humana e lhe dá ordens. O alerta foi feito pela psicóloga clínica Yulia Denisova-Melnikova.

Segundo ela, um sinal alarmante é a perda da capacidade de distinguir a própria interpretação do comportamento do pet da realidade. É comum, por exemplo, alguém assumir que seu gato está ressentido.

A situação muda de figura quando há a convicção de que o animal se comunica de forma diferente. “É bem diferente estar convencido de que um gato com voz humana comunica informações secretas, dá ordens ou transmite mensagens de algumas forças”, afirmou a psicóloga.

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No entanto, o hábito de conversar com seu pet ou pedir a opinião dele não é uma patologia. A especialista explica que as pessoas tendem a conferir traços humanos àqueles a quem têm apego emocional.

Essas conversas frequentemente ajudam a acalmar e aliviar o estresse acumulado no dia a dia. Anteriormente, a psicóloga já havia relacionado o amor das pessoas pelos gatos ao conforto emocional que essa comunicação proporciona.

Na avaliação de Denisova-Melnikova, o contato com um animal de estimação permite que a pessoa relaxe sem precisar esperar pela avaliação de outra pessoa.