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Fazendeiro corta 40 araucárias e 44 mil m² de floresta nativa para plantar eucalipto, mas acaba descoberto pela polícia e recebe multa de R$ 55 mil

Ação flagrou 40 pinheiros caídos para plantio de eucalipto: saiba como denúncias anônimas protegem a Mata Atlântica e as regras ambientais

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Vista superior de tronco de árvore cortada com 'X' branco e vegetação seca
Tronco de árvore marcada em área de desmatamento irregular que resultou em multa de R$ 55 mil no Paraná. Foto: Polícia Militar Ambiental

A Polícia Militar Ambiental aplicou uma multa de R$ 55 mil contra um proprietário rural em Imbituva, município situado na região central do Paraná. A ação dos policiais ocorreu nesta segunda-feira (23), momento em que as equipes flagraram a derrubada de dezenas de araucárias e a devastação de uma área de vegetação nativa mantida sem autorização dos órgãos competentes.

O dano registrado pelos agentes atingiu quase 44 mil metros quadrados de mata nativa em processo de recuperação, somando 40 pinheiros derrubados dentro do imóvel rural. Em razão das irregularidades constatadas no local, o homem responderá administrativamente e também enfrentará apuração por crimes ambientais. Os agentes policiais não divulgaram a identidade do infrator.

Fiscalização a partir do Disque-Denúncia

As equipes de fiscalização conseguiram chegar até a propriedade rural após o recebimento de um alerta anônimo registrado por meio do telefone 181 do Disque-Denúncia. Assim que chegaram ao endereço indicado na denúncia, os policiais confirmaram a ocorrência do dano ambiental e lavraram as autuações cabíveis.

A autuação financeira total foi dividida entre dois agravantes constatados no imóvel. A derrubada dos 40 pinheiros gerou uma penalidade inicial de R$ 20 mil. Os policiais também flagraram a roçada do sub-bosque em uma área de 4,39 hectares de Mata Atlântica em estágio médio de regeneração. O impacto no trecho, equivalente a mais de seis campos de futebol, rendeu outra multa de R$ 35 mil.

Destinação do terreno e regras ambientais

Ao conversar com os policiais, o produtor rural explicou que efetuou a limpeza do terreno com o propósito de abrir espaço para o cultivo de eucalipto. Essa planta é uma árvore exótica cuja madeira atende a demandas do mercado moveleiro, do setor de construção civil, da produção energética e de fábricas voltadas para papel e celulose.

Em relação ao corte de árvores, as normas do Instituto Água e Terra estabelecem exigências distintas segundo o tipo de planta retirada do solo:

  • espécies exóticas: não dependem de autorização prévia para a realização do corte, a exemplo de espécies como pinus, eucalipto, uva-do-Japão e cinamomo, exceto quando estão situadas em áreas de preservação permanente.

  • espécies nativas: necessitam obrigatoriamente de liberação ambiental prévia para qualquer tipo de corte ou supressão, em qualquer localidade, exigência legal aplicada à araucária.