Economia
Governo reajusta Bolsa Família em 15,04% às vésperas da eleição e eleva o piso para R$ 691, mas Fazenda garante que verba saiu de sobras do INSS sem estourar orçamento
Piso do programa sobe para R$ 691 e novos pagamentos caem na conta em 19 de outubro
O governo federal confirmou a atualização dos valores do Bolsa Família, com o piso mensal subindo para R$ 691 a partir de outubro. O reajuste de 15,04% anunciado nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva repõe a inflação medida pelo INPC acumulada desde 2023.
Com a mudança, o benefício médio pago às famílias deve alcançar R$ 777, representando um incremento de aproximadamente R$ 100 no orçamento dos beneficiários. O cronograma de pagamentos com os novos valores terá início no dia 19 do próximo mês.
Orçamento e fonte dos recursos para o aumento
A medida terá um impacto financeiro de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026. Para o próximo ano, a previsão é que o custo chegue a R$ 22 bilhões, o que exigirá uma adequação no Projeto de Lei Orçamentária Anual que já tramita no Congresso Nacional para acomodar a nova despesa.
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, destacou que o aumento será custeado sem a necessidade de créditos extraordinários. Segundo ele, o governo conseguiu absorver o gasto dentro do orçamento atual, de forma oposta a “práticas usadas no passado”, como a chamada PEC Kamikaze.
Principais mudanças no Bolsa Família
Entenda os novos valores e as datas de pagamento do benefício
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a economia gerada pela redução da fila do INSS abriu a margem fiscal necessária para a medida. Ele classificou a atualização como uma iniciativa de “justiça social” realizada com responsabilidade, sem alterar o limite total de despesas previsto pela União.
Reajuste ocorre às vésperas do primeiro turno
A oficialização do novo valor acontece a 17 dias das eleições, marcadas para 4 de outubro. Bruno Moretti, secretário do governo, ressaltou que a recomposição atende a uma determinação legal do programa Bolsa Família e reforça o compromisso em proteger o poder de compra da população mais vulnerável.
O anúncio reuniu no Palácio do Planalto os ministros Miriam Belchior, da Casa Civil, e Dario Durigan. O governo também associou a ação a outras políticas de renda, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e descontos para faixas salariais de até R$ 7.350.