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Economia

Homem recebe PIX por engano de R$ 1.316, mas se recusa a devolver e acaba condenado pela Justiça após ignorar mensagens no WhatsApp

dono de estabelecimento tentou contato amigável para reaver a quantia; após o silêncio, decisão judicial obriga o estorno imediato do valor

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Mãos segurando smartphone com notificação 'TRANSFERÊNCIA RECEBIDA' ao lado de um martelo de juiz
Notificação de transferência via PIX, modalidade de pagamento que tem gerado disputas judiciais por valores enviados por engano. Imagem ilustrativa gerada por IA

Um homem foi condenado pela Justiça do Maranhão a devolver R$ 1.316,35 que recebeu via PIX por engano. A decisão é do 7º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís.

O caso foi levado à Justiça pelo dono de uma creche, que afirma ter transferido o valor para a conta errada em 6 de junho de 2024. Ao perceber o erro, ele tentou contato pelo WhatsApp com o destinatário acidental, mas não recebeu resposta. Sem acordo, recorreu à Justiça para recuperar o dinheiro.

Qual foi a defesa do réu?

Citado no processo, o réu não apresentou defesa e não compareceu à audiência marcada pelo juizado, o que levou à decretação de sua revelia. A juíza titular Maria José França Ribeiro entendeu que a ausência de contestação reforçava a procedência do pedido.

“O reclamado não diz que não recebeu a transferência e nem demonstra que a quantia lhe era, de fato, devida”, afirmou a magistrada na decisão, acrescentando que, diante da posse indevida do valor, a restituição era necessária.

A juíza concluiu que as provas apresentadas pelo autor eram suficientes para embasar a condenação e determinou o pagamento integral do valor transferido por engano.