Economia
Supermercado anuncia produto por R$ 25 e cobra R$ 40 no caixa por cliente não ter aplicativo de vantagens e Procon aplica multa por abuso
Supermercados enfrentam multas por omitirem o preço real de tabela e anunciarem apenas o valor de desconto vinculado a cadastros digitais.
Anunciar um preço atraente de R$ 25 na gôndola e cobrar o valor cheio de R$ 40 no caixa de quem não possui cadastro no sistema da loja é uma conduta considerada abusiva pelos órgãos de fiscalização de consumo. O Procon aplica sanções rigorosas a mercados que ferem a transparência de preços.
É legal cobrar um valor maior no caixa se o cliente não tiver o app da loja?
Embora programas de fidelidade e descontos exclusivos sejam permitidos no mercado varejista, o estabelecimento não pode omitir o preço real do produto de forma a confundir ou enganar o consumidor que realiza as compras no local.
A cobrança de R$ 40 em vez do preço destacado de R$ 25 é considerada abusiva quando a informação sobre a necessidade do cadastro está oculta ou em letras ilegíveis. O direito à informação clara é garantido por lei.

O que diz o Código de Defesa do Consumidor sobre a clareza de preços?
O artigo sexto do Código de Defesa do Consumidor (CDC) determina de forma clara que as informações sobre preços devem ser precisas, legíveis e de fácil visualização para o público que frequenta as prateleiras comerciais.
Para ajudar você a identificar se a publicidade de descontos do supermercado cumpre as normas de proteção, elaboramos o comparativo abaixo:
| Forma de Anúncio de Preços | Prática Legal (Transparente) | Prática Abusiva (Multada pelo Procon) |
| Preço de Gôndola | Destaca o valor comum e o preço do app com tamanhos similares | Destaca apenas o preço do app gigante, ocultando o valor comum |
| Condições do Desconto | Explica de forma clara que exige cadastro prévio e uso de código | Omitida de forma a forçar o cliente a aceitar no caixa |
| Valor Pago no Caixa | Bate exatamente com a etiqueta visualizada na gôndola | Cobrança maior surpresa devido a falta de cadastro digital |
Como o Procon atua na fiscalização desse tipo de propaganda enganosa?
Os fiscais de consumo autuam mercados que induzem o consumidor ao erro através de anúncios confusos que escondem o valor real da compra. Essas práticas enganosas resultam em pesadas sanções financeiras aplicadas aos estabelecimentos.
Sinal de Autoridade: Segundo os termos de fiscalização do Procon, se houver divergência ou erro na exibição das etiquetas, o consumidor tem o direito de pagar sempre o menor valor anunciado na prateleira.
Quais provas o consumidor deve reunir para denunciar a cobrança abusiva?
Se for surpreendido com um valor maior no caixa de R$ 40 em vez do anunciado de R$ 25, tire fotos das etiquetas das gôndolas e do cupom fiscal. Esses documentos são as provas fundamentais para registrar a reclamação.
Para garantir que a sua queixa resulte em sanções efetivas contra o mercado infrator de forma segura, siga os passos recomendados:
- Fotografe a prateleira: Registre de forma nítida a etiqueta de preço que o induziu ao erro de cálculo no caixa.
- Exija a nota fiscal: Solicite o cupom contendo o valor cobrado a maior para anexar como prova da infração.
- Abra a reclamação online: Envie as imagens e o recibo para o portal oficial de denúncias do Procon estadual.
Quais as principais dúvidas sobre preço diferente no caixa e no app?
A cobrança divergente e a exigência de dados pessoais para cadastros rápidos geram dúvidas frequentes sobre a privacidade dos dados e o direito de pagar menos. Reunimos as respostas de especialistas para que você se defenda de forma segura.
❓ Dúvidas sobre Diferença de Preços no Caixa
O mercado pode recusar a venda se eu não quiser instalar o aplicativo?
Não. O mercado não pode recusar a venda do produto comum. O que ele pode fazer é cobrar o valor de tabela, desde que este valor esteja exposto com clareza na etiqueta da prateleira ao lado do preço do app.
O que fazer se o caixa se recusar a cobrar o valor anunciado de gôndola?
Exija que o fiscal do caixa verifique a etiqueta da gôndola com você. Por lei, se houver erro ou divergência de preço não informada de forma clara, o cliente tem direito de pagar o menor valor exposto na gôndola de R$ 25.
A transparência de preços é o direito de receber informações claras que evitem surpresas desagradáveis no momento do pagamento de suas compras. O respeito às etiquetas de gôndola garante a proteção do orçamento familiar contra abusos.