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Cartórios orientam como idosos podem proteger herança de fraudes e disputas familiares
Documento com fé pública feito em cartório é a forma mais segura de garantir a sucessão de bens e evitar golpes
Garantir que a vontade sobre a partilha de bens seja cumprida e proteger o patrimônio de fraudes são preocupações crescentes entre brasileiros, especialmente com as recentes mudanças tributárias sobre heranças. Diante de um aumento de 22% no número de testamentos em 2024, especialistas e tabelionatos de notas reforçam a importância do planejamento sucessório para evitar golpes e longas disputas judiciais.
Como funciona o golpe do testamento falso?
A fraude mais comum envolve o testamento particular. Nesse modelo, o documento é escrito e assinado pela própria pessoa, necessitando apenas da assinatura de três testemunhas. A vulnerabilidade está no fato de que ele não possui registro público no momento da sua criação, o que abre brechas para coação, falsificação de assinaturas ou manipulação do conteúdo por terceiros mal-intencionados.
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Após o falecimento, fraudadores podem apresentar o documento forjado ou alterado à Justiça, tentando desviar bens como imóveis e valores financeiros dos herdeiros legítimos e iniciar uma custosa batalha judicial para a família.
Por que o testamento público é a opção mais segura?
Conheça os pilares que garantem a validade e a integridade de sua última vontade.
🏛️ Arquivamento permanente
Uma cópia original do documento fica guardada para sempre no livro do cartório. Isso impede perda ou destruição.
💻 Registro nacional online
Sua existência é comunicada ao Registro Central de Testamentos Online (RCTO), garantindo sua descoberta no inventário.
✅ Validade jurídica imediata
Elaborado por um tabelião, ele possui máxima força legal desde sua criação, dificultando contestações.
🛡️ Prevenção de fraudes
A formalidade do ato e a fé pública do tabelião tornam praticamente impossível fraudar ou alterar o documento.
Por que o testamento particular é mais arriscado?
A principal desvantagem do testamento particular é a sua fragilidade jurídica. Como não é lavrado por um tabelião, sua autenticidade pode ser facilmente questionada na Justiça. A validação do documento depende da confirmação das testemunhas — que podem ser difíceis de localizar ou podem ter falecido — e de perícias técnicas para comprovar a assinatura, processos que costumam ser demorados e caros para os herdeiros.
Segundo o Colégio Notarial do Brasil, essa modalidade deixa a declaração de vontade do testador vulnerável a contestações que podem levar à sua invalidação.
Qual é a solução mais segura?
A alternativa recomendada por especialistas é o testamento público. Diferente do particular, ele é elaborado diretamente em um Tabelionato de Notas, na presença de um tabelião e duas testemunhas. O tabelião, que tem fé pública, lê o documento em voz alta, garantindo que o conteúdo reflete a vontade real do testador, que está agindo de forma livre e consciente.
Essa formalidade, conforme orientação do Colégio Notarial do Brasil, confere ao ato a máxima força jurídica, dificultando enormemente qualquer tentativa de fraude ou contestação futura.
Por que o testamento público é mais seguro?
A segurança do testamento público se baseia em três pilares fundamentais. Primeiro, uma cópia fica arquivada permanentemente no livro do cartório. Segundo, sua existência é comunicada e registrada no Registro Central de Testamentos Online (RCTO), um banco de dados nacional. Terceiro, sua validade jurídica é imediata e robusta.
Essa estrutura impede que o documento seja perdido, destruído ou ocultado. No processo de inventário, é obrigatória a consulta ao RCTO, garantindo que a última vontade registrada da pessoa falecida seja conhecida e cumprida.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, under supervisão editorial humana.