Pai deixa R$ 17,5 milhões à filha; depois que ele morre, aos 95, as irmãs acham anotações em farsi e contestam a herança - Super Rádio Tupi
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Pai deixa R$ 17,5 milhões à filha; depois que ele morre, aos 95, as irmãs acham anotações em farsi e contestam a herança

Justiça anula decisão após filhas apontarem suposta fraude em testamento; perícia gráfica inédita deve definir o destino da fortuna milionária

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Filha cuida de pai durante toda a velhice, e para retribuir, ele decide deixar todo o apartamento de R$ 800 mil para a filha, e nada para os outros dois filhos, mas a lei da legítima obriga a reservar metade da herança e derruba parte do testamento
Herança de R$ 800 mil precisa respeitar a legítima dos filhos

Um tribunal de apelação de Maryland determinou a realização de um novo julgamento na disputa entre três irmãs por um patrimônio de US$ 3,2 milhões, equivalente a cerca de R$ 18 milhões. A decisão de outubro de 2026 anulou a sentença anterior que transferia todos os bens deixados por um idoso, falecido aos 95 anos, para apenas uma das filhas.

A corte superior identificou falhas processuais no primeiro julgamento. O magistrado de origem impediu que duas irmãs apresentassem uma perícia caligráfica considerada essencial para contestar a validade dos documentos deixados pelo pai.

ResumoSuper Rádio Tupi

Entenda a disputa pela herança

Um tribunal de apelação de Maryland ordenou um novo julgamento na disputa entre três irmãs por um fundo de 3,2 milhões de dólares.

O pai faleceu aos 95 anos e deixou todo o patrimônio para apenas uma das filhas como única beneficiária e administradora.

As outras duas irmãs encontraram notas manuscritas em farsi e alegam que a beneficiária exerceu influência indevida sobre o pai idoso.

A decisão anterior foi anulada porque o juiz de primeira instância impediu indevidamente o depoimento de um perito em caligrafia.

Origem da disputa familiar

O conflito começou após a morte do pai, quando duas herdeiras souberam que o fundo S.K. Amini Trust of Maryland nomeava a terceira irmã como administradora e beneficiária exclusiva. Durante a checagem dos papéis da família, a dupla encontrou anotações manuscritas em farsi, idioma oficial do Irã.

Uma das irmãs sustentou que a caligrafia pertencia à herdeira favorecida, e não ao idoso. Uma tradução juramentada em inglês foi anexada ao processo para apontar que a filha exerceu influência indevida sobre o pai enquanto cuidava da rotina e da saúde dele. Diante das suspeitas, as duas recorreram à Justiça para anular o fundo e dividir o montante em partes iguais.

O que se sabeSuper Rádio Tupi

A situação do processo judicial

Confirmado

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O Tribunal de Apelações de Maryland cancelou a sentença que dava controle total da herança a apenas uma filha.

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A Justiça reconheceu que barrar o perito grafotécnico prejudicou o direito de defesa das irmãs que contestam o fundo.

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O profissional que elaborou os documentos declarou que o pai estava lúcido, alerta e livre de pressão ao assinar.

Ainda sem resposta

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O tribunal local de Maryland ainda não definiu a data oficial para o início das novas audiências.

Motivos para a anulação da sentença

O tribunal de apelação considerou desproporcional a postura do juiz de primeira instância ao rejeitar o perito grafotécnico contratado pelas contestantes por perda de prazos. O mesmo critério não foi aplicado à principal testemunha da irmã beneficiada, que recebeu autorização para depor por videoconferência.

A testemunha ouvida foi o advogado Kooresh Sobhani, profissional que elaborou os papéis do fundo. Fluente em inglês e farsi, ele afirmou que o idoso estava “alerta, mentalmente capaz e livre de pressões” ao assinar o testamento. A decisão superior apontou que o bloqueio ao perito prejudicou a comprovação da suposta fraude.

A corte destacou que Maryland exige critérios rigorosos para anular heranças por interferência indevida. Enquanto a maior parte das ações cíveis requer apenas preponderância de indícios, esse tipo de contestação demanda evidências classificadas como “claras, satisfatórias e convincentes”. As contradições no tribunal de origem impediram as herdeiras de alcançar esse patamar probatório.

O processo retornou à comarca de origem para um novo julgamento, ainda sem data marcada. A nova etapa reabre a disputa pelo patrimônio e assegura a apresentação de todas as provas, incluindo a perícia gráfica das anotações em farsi e depoimentos sobre a vontade real do falecido.