Esportes
Ancelotti de volta à Itália? Maldini revela conversa com técnico do Brasil
Novo diretor da federação italiana busca um técnico de ponta; alto salário de Guardiola e o contrato de Ancelotti com o Brasil são os desafios
Paolo Maldini, novo diretor de seleções da Federação Italiana de Futebol (FIGC), revelou ter conversado com Carlo Ancelotti sobre o comando da equipe. O ex-zagueiro afirmou que o diálogo com o técnico da seleção brasileira ocorreu antes de iniciar negociações com Pep Guardiola.
A busca por um novo treinador começou após a demissão de Gennaro Gattuso, consequência da eliminação para a Bósnia nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. A intenção da federação é oficializar um substituto nos próximos dias.
Leia Mais
- Nome inesperado surge como favorito para comandar a Seleção Brasileira
- Brasil pode anunciar novo treinador em breve após desistência de Ancelotti
- Ancelotti admite chateação com CBF após anúncio antecipado do acordo com Seleção
“Guardiola? Não podemos dar informações, vocês identificaram um dos objetivos, mas também conversamos com (Carlo) Ancelotti. Achamos justo começar pelos melhores do mundo, mas é preciso verificar a disponibilidade de cada um”, disse Maldini.
Apesar da pressa, o dirigente ponderou sobre a escolha. “O ideal seria nomear o técnico da seleção ainda esta semana, mas, mais do que isso, queremos esperar pela pessoa que realmente desejamos. Há pressa, mas, dentro de nós, nem tanta assim”, afirmou.
A contratação de Ancelotti enfrenta um obstáculo claro: o técnico tem contrato com a seleção brasileira até o fim da Copa do Mundo de 2030. O treinador italiano recebeu críticas após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final do Mundial de 2026.
Já Pep Guardiola está distante de um acordo, segundo o jornal italiano “La Gazzetta dello Sport”. O espanhol teria pedido um salário de 20 milhões de euros (cerca de R$ 128 milhões) por temporada, valor que inviabiliza a negociação.
De acordo com a publicação, o orçamento da federação para o cargo é de aproximadamente 10 milhões de euros (R$ 64 milhões) anuais, metade do exigido por Guardiola.
Diante das dificuldades, a FIGC avalia outros nomes. A imprensa italiana aponta Andrea Pirlo como o favorito entre as alternativas, seguido por Roberto Mancini e Antonio Conte.