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Política

Lançamento de manifesto em prol de Lula e Rodrigo Neves reúne políticos, artistas e movimentos sociais

Ato aconteceu na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro do Rio, na noite desta segunda-feira (04)

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Lançamento do Manifesto Lula Presidente - Rodrigo Governador
(Foto: Diogo Sampaio/Super Rádio Tupi)

Líderes políticos de diversos partidos e representantes de movimentos sociais lançaram na noite desta segunda-feira (04), em evento na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no Centro do Rio, o manifesto “Lula Presidente – Rodrigo Governador”. O ato contou com a presença de mais de 3 mil pessoas e o auditório em que foi realizado chegou a precisar ser interditado, como medida de segurança, para evitar superlotação.

O pré-candidato ao Governo do Rio Rodrigo Neves (PDT) compareceu ao evento e destacou, em conversa com jornalistas, a importância de firmar acordos e de dialogar com todo o campo democrático para construir uma candidatura forte. “O impacto deste manifesto é muito grande porque você tem lideranças muito representativas. Eu ainda tenho um grau alto de desconhecimento por parte da população. Porém, aonde eu sou conhecido, se a eleição fosse hoje, as pesquisas me dão as vitórias. Em alguns lugares, como Niterói, no primeiro turno”, afirmou Neves.

“Então na verdade nós vamos, com esse movimento, avançar ainda mais. Agora, o que vai ser decisivo, vai ser do momento da campanha. É a população perceber a diferença de trajetória, de realizações, de entregas para melhorar a vida do povo e a consistência dos projetos”, ressaltou o pedetista.

Apesar do manifesto defender a chapa “Lula – Rodrigo”, o partido do ex-prefeito de Niterói, o PDT, possui candidatura própria ao Palácio do Planalto: a do ex-ministro e ex-governador do Ceará Ciro Gomes. Porém, para o pré-candidato ao Governo do Rio, isto não é problema.

“O Ciro é o nosso candidato no PDT. Evidentemente, nós vamos ter aqui no Rio atividades com ele. Agora, eu tenho feito da minha participação nesse momento da pré-campanha, o registro dos investimentos que o governo Lula fez no Rio de Janeiro e tenho o apoio, como vocês estão vendo aqui, de lideranças do PT, do PSB, do PCdoB, do PV de dezenas de cidades. Pessoas representativas. É evidente que eu vou estar com essas pessoas nas ruas, fazendo campanha. Eu acredito que isso vai ser muito importante para o Rio de Janeiro”, garantiu Neves.

Além do fator envolvendo Ciro, outra questão é que Lula já declarou apoio no Rio de Janeiro ao deputado federal Marcelo Freixo (PSB) na disputa pelo Governo do Estado. “Eu tenho respeito ao deputado Freixo. No entanto, durante os oito anos do governo Lula, o Freixo foi oposição. Ele não tem experiência da boa gestão. Nós não daríamos um carro, ainda mais em uma estrada esburacada como está o Rio de Janeiro, a uma pessoa que nunca dirigiu na vida”, criticou Rodrigo Neves, ao ser questionado sobre o assunto.

“O Rio é o maior desafio de gestão dos 27 estados da federação. Eu não tenho dúvida que a população vai eleger alguém que possa resolver os problemas concretos do povo e é isso que a nossa candidatura se propõe a fazer”, completou o político.

Também em conversa com os jornalistas, Rodrigo Neves não quis confirmar se irá estar no palanque do petista. “Eu conversei com o Gilberto Carvalho, que cuida da coordenação da campanha do Lula recentemente. Eu conheço Gilberto há muito tempo, é um amigo. Aliás, eu estive com o ex-presidente, inclusive um encontro público, no último mês de novembro. Existe um diálogo”, assegurou.

Rodrigo Neves durante discurso no evento
Rodrigo Neves durante discurso no evento (Foto: Diogo Sampaio/Super Rádio Tupi)

De acordo com o texto do manifesto, a eleição deste ano será diferente da última. Se em 2018 o pleito foi marcado pelo “ódio”, agora será pela “sobrevivência”. Este discurso também foi reforçado por Neves.

“Eu tenho muita certeza que essa eleição, da mesma forma que a de 1982 quando o Brizola disputou e venceu, essa será fundamental para consolidar a democracia e salvar o Rio de Janeiro. Existe o risco de daqui a quatro anos o Rio estar controlado pelas organizações criminosas. É alarmante o grau de desorganização econômica, de empobrecimento da população, de ausência do Estado especialmente nas comunidades, nas favelas, na Baixada, na Zona Oeste e em São Gonçalo”, disparou o pré-candidato do PDT.

Lançamento de manifesto reúne nomes de diferentes partidos:

Entre as lideranças que assinam o manifesto, o ex-deputado federal Carlos Santana (PT) defendeu que Rodrigo Neves é o nome ideal para unir as diferentes forças políticas e sociais. “O Rio de Janeiro é onde nasceu o bolsonarismo. É onde ele foi gestado. Nós não podemos achar que vamos derrotar o Bolsonaro com uma candidatura única. Nós conhecemos o trabalho do Rodrigo, conhecemos a importância que ele tem. Ele é filho nosso do PT. Entendemos o significado de estar aqui nessa casa que é simbólica para as lutas democráticas deste país”, disse.

Waldeck Carneiro
(Foto; Diogo Sampaio/Super Rádio Tupi)

Quem também marcou presença no ato realizado na seda da Associação Brasileira de Imprensa e que saiu em defesa da chapa informal “Lula – Rodrigo” foi o deputado estadual Waldeck Carneiro (PSB). “Ambas as experiências, do Rodrigo como prefeito de Niterói e de Lula como presidente da República, apontam para uma gestão comprovadamente capaz de enfrentar e resolver os problemas da população. Seja de Niterói, seja do Brasil. Mas não é apenas de experiência de gestão que eu quero falar. Isso é importante, mas não é suficiente. Então tem que ter um sentido político, uma direção, que é dado pelo compromisso com o povo, com as pautas populares. Tanto no caso de Lula, com seus oito anos, quanto no caso de Rodrigo, com seus oito anos, essas pautas foram priorizadas pelas administrações”, argumentou.

Ao ser indagado sobre o motivo dele apoiar Rodrigo Neves ao invés de Marcelo Freixo, pré-candidato de seu partido, Waldeck Carneiro foi contundente. “Prefiro falar do candidato que eu estou apoiando. Se for fazer esse tipo de debate, dá pra perguntar também por que o candidato do meu partido não apoia o candidato ao Senado do próprio partido. Então assim, são debates complexos. Eu estou aqui para falar de quem eu apoio. Eu apoio Rodrigo para governador e Lula para presidente”, garantiu.

Washington Quaquá e Rodrigo Neves
(Foto: Diogo Sampaio/Super Rádio Tupi)

A fala de Waldeck foi similar a dada aos jornalistas pelo ex-prefeito de Maricá Washington Quaquá (PT), que também é vice-presidente nacional da legenda. “O Lula não pode ficar preso a um palanque que representa 20% da sociedade do Rio de Janeiro. Nós temos que isolar Bolsonaro em 20% e não nos isolar. O Rodrigo, com esse movimento que tem o vice-prefeito de Niterói (Paulo) Bagueira como coordenador, é um nome que amplia e que faz o presidente Lula poder ganhar a eleição no Rio com muito mais que 20% que uma candidatura só vai representar. O palanque do Rodrigo é o palanque do Lula no Rio de Janeiro e isola também qualquer possiblidade de se discutir terceira via. Nós sempre respeitamos o Ciro Gomes, mas é hora de ganhar a eleição no primeiro turno. Para isso, nós temos que convencer o eleitor do Ciro que a disputa real do Brasil hoje é a disputa entre Lula e Bolsonaro”, alegou.

Perguntado sobre como funcionaria isso na prática, Washington Quaquá explicou que a dinâmica da campanha é quem vai definir. “O que o Lula não pode é se isolar em torno de um palanque só. Ainda mais um que represente só a esquerda que, historicamente no Rio de Janeiro, tem 20% a 25% dos votos, quando muito. O Lula é um candidato pra muito além da esquerda, é um candidato para o povo brasileiro”, afirmou.

Figuras ligadas a cultura também participam de evento:

Outra presença ilustre no lançamento do manifesto “Lula Presidente – Rodrigo Governador” foi Ana de Hollanda, ex-ministra da Cultura do governo Dilma Rousseff (PT). “Acompanho há muito tempo o trabalho que o Rodrigo desenvolveu em Niterói e pra mim é um exemplo. Eu moro no Rio, sou paulista, e sentia pena que meu título de eleitor não é de Niterói. Mas agora vamos ter ele para o Governo do Rio. Meus votos têm sido sempre no PT, embora eu não seja filiada de partida nenhum. Estou com Lula, com certeza, porque temos que mudar esse país. O Rio de Janeiro tem que sair desse buraco que está há décadas”, declarou.

Irmã do cantor e compositor Chico Buarque, conhecido apoiador de Marcelo Freixo em outras eleições, Ana de Hollanda explicou o motivo de não escolher o ex-psolista. “Eu até fiz campanha pro Freixo para prefeito do Rio. Não tenho nada contra o Freixo, mas eu acho que ele não tem a menor chance. Existe uma reação à rejeição a ele muito grande. Quero uma pessoa que tenha chance de vencer e o Freixo não tem, infelizmente. E ele também não tem as outras qualidades que o Rodrigo tem”, pontuou.

Além das figuras políticas, a cantora Mart’nália foi uma das artista que esteve no evento e defendeu o manifesto. “Conheci o Rodrigo através de um amigo que já faleceu, o Arthur Maia. E com o que ele, Rodrigo, fez para a cultura em Niterói, fui gostando cada vez mais. Isso, e até o que ele fez em relação a vacina, me faz dizer que estou fechada com ele”, disse a artista.

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