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Impasse continua: negociação dos rodoviários do Rio termina sem acordo

Categoria rejeitou reajuste de 5% e nova assembleia está marcada; saiba o que os trabalhadores pedem e quais os próximos passos da disputa

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Foto: Reprodução

A quinta audiência de conciliação entre rodoviários e empresas de ônibus do Rio terminou sem acordo nesta quarta-feira (22), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Com a rejeição da proposta do Rio Ônibus, a categoria mantém o estado de greve e fará uma nova assembleia nesta quinta-feira (23), às 16h.

As empresas ofereceram reajuste de 5% nos salários e de 6% na cesta básica, proposta semelhante à recusada na semana passada. Os trabalhadores também reivindicam que não haja desconto na cesta básica pelos dias de paralisação.

“Acho até desleal, um desrespeito com os trabalhadores que não têm local para se alimentar. Esse vale-alimentação irrisório não passa na assembleia”, afirmou o vice-presidente do sindicato, Sebastião José.

TRT dá prazo para negociação

O TRT concedeu 10 dias para que rodoviários e empresas apresentem novas propostas. Caso não haja acordo, o dissídio será julgado pela Justiça do Trabalho. O tribunal informou que permanece aberto para retomar as negociações caso surja uma proposta aceita pelas duas partes.

Embora o sindicato considere difícil uma nova paralisação por causa da liminar que obriga a circulação de 80% da frota, a possibilidade não está descartada.

Impasse sobre jornada e salário

Além do reajuste salarial, um dos principais entraves é a jornada de 7h30. Os rodoviários afirmam que os 30 minutos finais são descontados do salário, mas não garantem tempo suficiente para descanso ou refeição. O Ministério Público do Trabalho apoiou a reivindicação durante a audiência.

Entre as principais reivindicações da categoria estão:

  • reajuste salarial de 12%, em duas parcelas;
  • piso de R$ 5 mil para motoristas do BRT e R$ 4 mil para os demais;
  • vale-alimentação de R$ 1 mil;
  • plano de saúde;
  • mudanças na escala e na jornada de trabalho.