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Polícia identifica 7 dos 8 corpos encontrados em área de mangue em São Gonçalo

Destes, cinco possuem antecedentes ou anotações criminais

Por Caio Ramos

Corpos no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo
(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Rio identificou nesta segunda-feira (22), sete dos oito corpos que foram encontrados em uma área de mangue no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana da cidade. Destes, cinco possuem antecedentes ou anotações criminais. Um dos mortos que não possui antecedentes, segundo a corporação, também estava com roupa camuflada semelhante a do restante do grupo.

Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) da região. Eles foram retirados pelos próprios moradores e ficaram enfileirados em lençóis brancos e sacos pretos. Uma Força Tarefa da Polícia Civil foi realizada junto com uma perícia técnica.

As mortes aconteceram em decorrência de tiroteios entre policiais militares e traficantes logo após o assassinato do sargento Leandro da Silva, no último sábado (20).

Uma idosa também foi atingida por um tiro no braço.  Carmelita Francisca, de 71 anos, recebeu atendimento médico e foi liberada, logo em seguida. As investigações estão em andamento pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG).
MPRJ também investigará o caso

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Niterói e São Gonçalo, instaurou nesta segunda-feira (22), um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) próprio para investigar a operação realizada no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. De acordo com o MPRJ, ao tomar conhecimento dos fatos, o procurador-geral de Justiça, Luciano Mattos, noticiou à Promotoria de Justiça com atribuição, que foi ao local para colher informações e ouvir moradores. Um perito integrante do quadro técnico da instituição também foi designado ao Instituto Médico Legal para acompanhar o exame dos corpos.

O PIC também vai analisar eventuais violações a direitos praticados quando da execução da operação, tendo sido a ação regularmente comunicada pela Polícia Militar ao MP.A instituição conta com estruturas para prestar apoio a eventuais testemunhas e receber relatos de moradores e entidades sociais que possam colaborar com as apurações.

Registra que há um plantão permanente  (21 2215-7003 telefone e Whatsapp Business) criado para o recebimento de denúncias, registros audiovisuais e demais informações em caráter de urgência acerca de violações a direitos praticadas no âmbito de operações policiais no Estado do Rio de Janeiro.

O MPRJ adotará todas as medidas cabíveis para o regular desempenho de suas atribuições no exercício finalístico da ação penal pública em relação a eventuais ilícitos penais praticados, no efetivo exercício do controle externo da atividade policial.

 

 

 



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