Rio
Após suspensão da eleição da Alerj, Douglas Ruas contesta partidos: “Não procede”
Justiça suspende eleição na Alerj e Douglas Ruas deixa presidência, aguardando nova votação
O deputado Douglas Ruas permaneceu por apenas algumas horas na presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Ele confirmou que foi notificado sobre a decisão da justiça que suspendeu a sessão que o elegeu para o comando do parlamento estadual.
Douglas Ruas discordou dos argumentos apresentados pela oposição, mas disse que a determinação judicial será cumprida.
“Eu tive o apoio de 47 deputados. E a legislação, ela diz que o quórum mínimo para realização das sessões é de 36 deputados. Então, nós temos 69 e 47 nos apoiaram. Portanto, não procede essa alegação desses partidos que não nos apoiaram, mas a decisão da justiça foi suspender por hora os atos praticados durante essa sessão e a decisão judicial deve e será cumprida. Nós vamos discutir essa questão com calma e com transparência.”
A nova votação deve acontecer na próxima quarta-feira (1º). Se for eleito novamente, Douglas Ruas vai assumir o governo do Rio de forma interina, até a realização da eleição para o mandato-tampão, até o fim do ano.
Entenda a cronologia da sucessão de governo no Rio
Os passos e os personagens envolvidos na crise política fluminense.
| Etapa | Evento | Detalhes |
|---|---|---|
| 1. Renúncia | Cláudio Castro | Ex-governador que deixou o cargo. |
| 2. Governador em Exercício | Ricardo Couto | Desembargador que assumiu temporariamente. |
| 3. Eleição na Alerj | Novo presidente | Assumirá a chefia do Executivo fluminense. |
| 4. Eleição Indireta | Vencedor do mandato-tampão | Discutida no STF para definir o próximo governador. |
| 5. Eleições Gerais | Voto popular | Em outubro, define o governador de 2023 em diante. |
Decisão exige retotalização antes da eleição

A liminar que anulou a sessão da Assembleia Legislativa foi concedida pela presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Suely Lopes Magalhães.
Segundo a magistrada, o processo só poderia ser realizado após a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral, conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral, na decisão que cassou o mandato do então presidente da Alerj, deputado Rodrigo Bacellar.
Ainda de acordo com a presidente em exercício do TJ o processo eleitoral realizado pela mesa diretora, sem o cumprimento integral da decisão do TSE, interfere, não somente na escolha do novo presidente da Alerj, como, na definição daquele que irá assumir como Governador do Estado.
Para a desembargadora, antes da eleição, será necessária a realização da retotalização dos votos para permitir que seja definida a composição oficial do colégio eleitoral da Alerj apto a participar do processo de escolha do novo presidente da Casa.