Economia
Motorista viaja com cachorro no colo ao volante, é flagrado pela polícia e recebe multa de R$ 130 reais além de 4 pontos na CNH
Conduzir veículos com pets soltos entre braços e pernas viola a segurança viária, gerando penalidades imediatas no prontuário do condutor.
O hábito de transportar animais de estimação soltos dentro do veículo representa grave perigo viário e infração prevista em lei. A fiscalização de trânsito autuou um condutor flagrado com um cão entre os braços ao volante, aplicando penalidade de R$ 130,16 e perda de 4 pontos na CNH por condução irregular.
O que o Código de Trânsito Brasileiro diz sobre animais no colo do condutor?
A condução de animais à esquerda do motorista ou entre seus braços e pernas é expressamente proibida pelo Artigo 252, inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A regra geral visa impedir que movimentos bruscos do animal travem o volante, bloqueiem pedais ou impeçam a visão dos espelhos retrovisores.
A conduta configura infração de trânsito de natureza média sujeita a sanção pecuniária objetiva. Caso o animal seja transportado com a cabeça para fora da janela ou na caçamba aberta sem proteção, a infração torna-se grave com base no Artigo 235 do CTB, gerando retenção do veículo para regularização.

Qual é a diferença legal entre transportar o pet no colo ou no banco traseiro?
O ordenamento jurídico não veda a presença de cães e gatos em automóveis, mas exige que o deslocamento ocorra sem interferir na atenção do condutor. Animais soltos no banco traseiro também violam o Artigo 169 do CTB se tirarem o foco da pista.
Para diferenciar as formas lícitas de condução de pets das práticas passíveis de autuação imediata pelos agentes, consulte o quadro a seguir:
🚗 Enquadramento Legal no CTB
| Posição do Pet | Gravidade | Penalidade Prevista |
|---|---|---|
| No colo ou entre os braços | Média (Art. 252, II) | Multa de R$ 130,16 e 4 pontos |
| Com cinto no banco traseiro | Conduta 100% Lícita | Isento de autuações de trânsito |
Quais equipamentos de retenção são exigidos pelas normas de trânsito?
Em caso de colisão a 50 km/h, um cão de médio porte é arremessado para a frente com força equivalente a várias centenas de quilos. O impacto direto contra o para-brisa ou contra o motorista pode causar lesões fatais aos ocupantes da cabine.
Para assegurar a integridade física de todos durante o deslocamento rodoviário ou urbano, adote os dispositivos homologados destacados a seguir:
🛡️ Dispositivos de Retenção Recomendados
Como os agentes de fiscalização comprovam a infração de trânsito?
A constatação do transporte irregular pode ser feita mediante abordagem física em blitz ou por fiscalização visual direta dos policiais rodoviários. A legislação dispensa a medição por aparelhos técnicos, bastando a anotação visual no auto de infração.
Para se precaver contra autuações e exercer o direito de ampla defesa em eventuais penalidades descabidas, observe os requisitos formais:
- 📋 Descrição no auto de infração: O agente deve especificar no campo de observações a posição exata do animal junto ao condutor.
- 📸 Registro fotográfico de apoio: Câmeras de monitoramento urbano podem instruir o processo caso mostrem o animal bloqueando o campo visual.
- ⚖️ Recurso formal à JARI: A ausência de detalhes da abordagem no documento autoriza o cancelamento da multa por vício formal.
Quais as principais dúvidas jurídicas sobre o transporte de pets em veículos?
A acomodação correta de animais domésticos em trajetos diários desperta dúvidas frequentes entre os motoristas. Veja as orientações da legislação a seguir:
📋 Perguntas Frequentes
Esclarecimentos sobre normas de condução de pets no CTB
Não é recomendado. O acionamento do airbag dianteiro em colisões pode esmagar o animal; prefira sempre o banco traseiro com peitoral fixo.
Sim. Se o animal tiver acesso ao compartimento dos passageiros ou estiver sem grade de proteção, o condutor pode ser autuado por dirigir sem os cuidados indispensáveis.
O transporte seguro de animais protege a vida dos passageiros e afasta autuações administrativas severas no prontuário da CNH. Investir em adaptadores de cinto e caixas rígidas assegura deslocamentos tranquilos dentro da estrita legalidade.