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Economia

Operário sofre lesão grave em máquina durante contrato de experiência e tribunal garante estabilidade provisória de 12 meses no emprego

A Justiça do Trabalho pacificou que o contrato por prazo determinado não afasta a garantia provisória de 1 ano decorrente de acidente de trabalho típico.

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Operário sofre lesão grave em máquina durante contrato de experiência e tribunal garante estabilidade provisória de 12 meses no emprego
Reconhecimento de estabilidade acidentária de um ano após retorno de afastamento previdenciário - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

A vigência de contrato de trabalho por prazo determinado não anula garantias de proteção à saúde física do trabalhador. A Justiça do Trabalho garantiu a reintegração e a estabilidade provisória de 12 meses no emprego a um operário que sofreu fratura em maquinário industrial durante o período de experiência de 90 dias, impedindo a dispensa arbitrária promovida pela empresa.

O contrato de experiência afasta a garantia da estabilidade acidentária?

A estabilidade provisória da vítima de infortúnio laboral é prevista no Artigo 118 da Lei Federal nº 8.213/1991. O dispositivo assegura a manutenção do vínculo pelo prazo mínimo de 12 meses após a cessação do auxílio por incapacidade temporária acidentária concedido pelo INSS.

Historicamente, empregadores sustentavam que o término do contrato de experiência extinguia o pacto pelo decurso de prazo contratual pré-fixado. Contudo, a legislação previdenciária e o princípio da dignidade da pessoa humana sobrepõem-se à modalidade de contratação a termo.

Operário sofre lesão grave em máquina durante contrato de experiência e tribunal garante estabilidade provisória de 12 meses no emprego
Reconhecimento de estabilidade acidentária de um ano após retorno de afastamento previdenciário – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Como a Súmula nº 378 do TST pacificou os direitos em contratos a termo?

A jurisprudência uniformizada do Tribunal Superior do Trabalho (TST) consolidou-se por meio do item III da Súmula nº 378. O verbete expressa que o empregado contratado por prazo determinado goza da garantia provisória de emprego decorrente de acidente de trabalho.

Para compreender como a Justiça do Trabalho analisa o acidente típico frente às demissões ilegais na experiência, consulte o comparativo estruturado na tabela a seguir:

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⚖️ Estabilidade no Contrato de Experiência

Situação Laboral Efeito Previdenciário Garantia no Emprego
Acidente de Trabalho Típico Afastamento superior a 15 dias com B91 Estabilidade provisória de 12 meses (Súmula 378, III)
Dispensa Arbitrária pela Empresa Término formal do prazo de 90 dias Nulidade da demissão com reintegração ou indenização total

Quais verbas indenizatórias são devidas caso a reintegração seja inviável?

Quando a convivência no ambiente de trabalho torna-se insustentável pela animosidade entre as partes, o juiz converte a reintegração em indenização substitutiva pecuniária com base no Artigo 496 da CLT.

O empregador é condenado a pagar todos os salários integrais correspondentes ao período de 12 meses de estabilidade, acrescidos de 13º salário proporcional, férias remuneradas com um terço constitucional e depósitos de FGTS com multa rescisória de 40%.

Leia também: Funcionária apresenta um atestado médico comprado pela internet, a empresa confirma com a clínica que o documento era falso e ela é demitida por justa causa e ainda responde a processo criminal – Super Rádio Tupi

Quais provas materiais o operário acidentado precisa apresentar?

A comprovação do nexo causal e o preenchimento dos requisitos objetivos exigem documentação técnica precisa emitida nos primeiros dias após o infortúnio mecânico na fábrica.

Para assegurar a concessão de tutela de urgência na Vara do Trabalho, apresente os seguintes documentos probatórios:

  • 📋 Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT): Exija a emissão da CAT pela empresa ou pelo sindicato de classe.
  • 🏥 Concessão do benefício B91 pelo INSS: Comprovante de concessão do auxílio-doença acidentário por período superior a 15 dias.
  • ⚠️ Prontuário de atendimento de urgência: Relatório hospitalar descrevendo o trauma mecânico sofrido nas instalações da fábrica.

Quais as principais dúvidas sobre acidentes em contratos temporários?

A recusa da empresa em emitir a CAT e a duração do afastamento previdenciário geram dúvidas rotineiras aos operários. Esclareça os principais pontos a seguir:

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📋 Perguntas Frequentes

Esclarecimentos sobre estabilidade acidentária no trabalho

❓ O que fazer se a fábrica se recusar a emitir a CAT após o acidente?

O próprio trabalhador acidentado, seus dependentes, o médico assistente ou o sindicato da categoria podem cadastrar a CAT diretamente no sistema do INSS.

❓ Afastamento inferior a 15 dias gera direito à estabilidade de 1 ano?

A regra geral exige afastamento superior a 15 dias com percepção de auxílio acidentário; salvo se for comprovada sequela incapacitante posterior em perícia judicial.

O trabalhador acidentado durante o período de experiência goza de amparo legal pleno contra a descontinuidade do contrato. A Súmula nº 378 do TST impede o descarte do operário lesionado, assegurando o emprego ou o pagamento dos salários integrais.