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Eletricista que trabalha na Espanha: “Ganhava R$ 8,6 mil e, desde que virei autônoma, tiro R$ 15 mil limpos”
Profissional venezuelana troca emprego formal por trabalho por conta própria, amplia a renda mensal e aproveita a alta demanda no setor técnico
Espanha começou o ano com mais de 3,4 milhões de trabalhadores autônomos, impulsionada pelo avanço de profissionais estrangeiros que optam pelo empreendedorismo. Nesse cenário, uma eletricista venezuelana ganhou visibilidade nas redes sociais ao detalhar as diferenças financeiras entre o trabalho assalariado e a atuação independente.
Durante o período em que atuou contratada por uma empresa do setor elétrico, a profissional recebia cerca de 1.400 euros por mês. Após migrar para o trabalho autônomo, ela relata alcançar ganhos líquidos de aproximadamente 2.500 euros por projeto, valor que varia conforme o tipo de instalação executada.
Vantagens no setor técnico
A demanda por especialistas em eletricidade, encanamento e reformas registra alta contínua. Esse movimento estimula técnicos qualificados a trocarem empregos tradicionais pela gestão direta de suas atividades profissionais.
O modelo autônomo permite definir tarifas próprias, selecionar projetos, negociar termos e organizar horários com flexibilidade. A eliminação de intermediários viabiliza a cobrança direta ao cliente final, gerando orçamentos mais expressivos.
Reformas energéticas, reabilitação de imóveis e a instalação de sistemas eficientes aceleram essa procura, especialmente nos grandes centros urbanos. O avanço inclui estruturas para placas solares e pontos de recarga veicular.
Custos e planejamento financeiro
Especialistas alertam que o faturamento bruto não corresponde ao lucro real do profissional independente. O trabalhador por conta própria precisa arcar com despesas fixas e obrigações operacionais:
pagamento de taxas mensais e seguros;
tributos fiscais como IVA e IRPF;
aquisição de ferramentas e materiais;
gastos com transporte e gestão contábil.
A oscilação de serviços também impacta a estabilidade financeira, somada à ausência de benefícios como férias remuneradas ou pagamentos extras. Diante disso, analistas recomendam a formação de uma reserva financeira e o cálculo rigoroso de custos antes de iniciar a transição profissional.
Embora a remuneração média bruta na Espanha supere 2.300 euros mensais, muitos trabalhadores com carteira assinada ocupam faixas inferiores, próximas aos 1.400 euros. A escassez de mão de obra qualificada mantém aquecida a busca por autônomos em áreas como eletricidade, carpintaria e climatização.